30.11.15

O QUE NOS MOTIVA?

Por ROGER MCNAUGHT -



Com o advento dos meios de comunicação cibernéticos, se tornou inegável a existência e a convivência da imprensa corporativa com a imprensa social, independente e os portfólios individuais de profissionais de comunicação. Porém, no dia a dia da cobertura dos acontecimentos nos deparamos com inúmeros casos onde a imprensa é reprimida, indiferentemente de sua origem, orientação editorial, função social ou mesmo meio de veiculação.

Cabe a nós, comunicadores, não replicar de nenhuma forma os preconceitos impingidos por entidades que buscam nos dividir, criar contendas, e desviar o foco principal de nossa luta. Nosso adversário não é o colega que está ao lado correndo os mesmos riscos que nós, e sim a classe patronal que demite indiscriminadamente e que não fornece em muitos casos os equipamentos básicos de segurança e que não valoriza nossos serviços. Ao contrário do que muitos desinformados cultuam como verdade, que a imprensa profissionalizada e a imprensa social são concorrentes, a estrutura de veiculação de informações da atualidade prova exatamente o oposto: são na verdade meios complementares, que em muitos casos compartilham informações do “ micro” até o “macro”, e em diversas ocasiões dão abordagens cada qual direcionada a seu público alvo do mesmo fato, tornando a informação dinâmica e completa.

Desde o crescimento das mídias sociais, personalidades sindicais do meio vêm tentando deliberadamente criar grupos de favorecimento para tentar controlar e “dirigir” setores da mídia social, por meio de regras obtusas e restritivas, o que apenas expõe a fragilidade da atual forma de representação da categoria. Apenas quem desconhece a realidade das pautas em locais remotos faria tal manipulação. Quando estamos em serviço corremos os mesmos perigos e se não nos apoiarmos mutuamente, o risco apenas será maior, para todos.

A atual conjuntura sócio-política de ódio oriundo de todas as formas e pensamentos políticos nos coloca em uma posição delicada, uma vez que caberá a nós fazer circular a informação e garantir nossa própria liberdade de imprensa diante de excessos, alguns dos quais já presenciei pessoalmente. E quando digo NÓS, digo TODOS NÓS independente de orientação editorial, vínculo empregatício ou meio de veiculação. Somos testemunhas e narradores, olhos e telas, microfones e alto-falantes.

*Roger McNaught é responsável pelo Jornal 'Correio do Rio – mídia social independente online'.
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