5.12.15

A MATURIDADE DOS JOVENS VENCEU A DECREPITUDE DO GOVERNO

Por LUIS NASSIF - Via jornal GGN -


A inapetência política do governo Alckmin é espantosa.

Com anos de blindagem total da mídia, tratou de criar sua própria crise, uma reforma radical no ensino paulista fechando escolas, remanejando alunos, sem nenhuma consulta à sociedade, aos professores e aos maiores afetados, os alunos.

Esse monumento à insensibilidade política despertou os adolescentes para uma bandeira objetiva: a defesa da SUA escola. Não foi necessário a mídia insuflar, pelo contrário, não se intimidaram com as nítidas armações iniciais – de figuras anônimas vandalizando escolas para tentar comprometer o movimento com a baderna.

Através das redes sociais, deram provas emocionantes de responsabilidade cívica e maturidade.

Em plena era da Internet, na qual qualquer celular tem sua câmera de filmar, cada veículo tem seus próprios vídeo-repórteres, um Secretário de Segurança despreparado e autoritário tratou de colocar a tropa de choque da PM na rua para bater em crianças.

Assim como Aécio Neves, Alckmin se guia apenas pelas manchetes de jornais. E as manchetes refletem o que se passou no dia anterior.

No primeiro dia, uma imprensa partidarizada tratou de desqualificar as manifestações. Mas a enchente de vídeos mostrando a cara dos “subversivos”, a mensagem de paz da rapaziada, em contraste com a truculência da tropa de choque, virou o jogo, desmontou a tentativa de partidarizar as manifestações. Ganhou a opinião da velha mídia.

Alckmin é lento nas avaliações. À noite, os telejornais já mostravam a mudança de postura da velha mídia. Hoje os jornais amanheceram com visível mudança de postura em relação às manifestações.

Mais uma vez, a tropa de choque foi para a rua agredir a molecada.

Agora à tarde, a rendição. A maturidade, o bom senso, a responsabilidade cívica da rapaziada venceu a decrepitude de homens públicos sem noção.

O governo Dilma é definitivamente ruim. Mas pense o que seria do país submetido a um conjunto de crises tendo Alckmin como mediador. Teria o condão de despertar saudades de Dilma.