14.12.15

ACORDO PERMITE INTERROGATÓRIO DE JULIAN ASSANGE

ILUSKA LOPES -


Foi divulgado por diversas agencias internacionais que Equador e Suécia assinaram na última sexta-feira (11/12) um acordo que autoriza o interrogatório do fundador do WikiLeaks, Julian Assange, na embaixada equatoriana em Londres, onde o australiano está exilado desde 2012. O interrogatório deve acontecer na próxima quinta (17/12).

“O acordo, sem dúvida alguma, é uma ferramenta que fortalece relações bilaterais e facilita, por exemplo, a execução de ações legais como o questionamento do Sr. Assange, isolado na embaixada equatoriana na Inglaterra”, dizia o comunicado do governo sul-americano. As negociações estavam em andamento desde junho deste ano.

“Ele também assegura a implementação e o reforço da legislação nacional e os princípios da lei internacional, particularmente aqueles relacionados aos direitos humanos, para o pleno exercício da soberania nacional em qualquer evento de assistência legal que pode ser requerido entre Equador e Suécia”, diz a nota.

Estocolmo vem tentando questionar Assange desde 2010, quando duas mulheres suecas o acusaram de abuso sexual. O ativista negou as acusações e se negou a ir à Suécia para ser interrogado, com receio de ser extraditado para os EUA, onde poderia ser condenado à prisão perpétua ou até mesmo à morte por vazar informações confidenciais do país.

Em agosto, contudo, a promotoria sueca encerrou uma parte das acusações de assédio sexual contra Assange. A decisão foi tomada após o vencimento do prazo da apresentação de acusações formais. Os procuradores, porém, disseram que iriam prosseguir com as investigações a respeito de uma terceira denúncia de estupro cometido pelo australiano, cujo prazo vence daqui quatro anos e meio.

“Não havia necessidade de nada disso. Sou inocente. Nem tinham apresentado acusações. Desde o princípio ofereci soluções simples. Ir à embaixada para prestar declaração ou que me prometessem que não me enviariam aos Estados Unidos”, disse na ocasião o fundador do WikiLeaks.

* Com informações da Reuters e Opera Mundi.