29.12.15

ME DÁ UM DINHEIRO AÍ! É RÉVEILLON: VAMOS CELEBRAR

ALCYR CAVALCANTI -

A reunião de final de ano entre governadores e os detentores do dinheiro alheio, foi uma choradeira só. Todos pediam a uma só voz:  "Me dá um dinheiro aí", e o Ministro da Fazenda Nelson Barbosa, formado conforme as normas do Consenso de Washington sorria inebriado. Hospitais e postos de saúde fechados, em um verdadeiro genocídio, pessoas morrendo por falta de atendimento emergencial, escolas caindo aos pedaços, sem data para funcionamento efetivo, bolsas de estudo cortadas no ano da Pátria Educadora. Funcionários públicos sem receber o minguado salário, comércio fecha as portas, indústria demite e deixa milhões na penúria, os governadores eleitos pelo "voto democrático útil" fazem 'cara de paisagem", para demonstrar que a eleição nos moldes em que é realizada mostra-se de uma inutilidade total.

Já se fala na eleição de 2016, na de 2018, mas fica uma dúvida e uma pergunta: Para que?, se nada vai mudar, continuaremos governados por postes ambulantes, ineptos, mal preparados e que no fundo detestam o "cheiro de povo". A política de alianças ao estilo tupiniquim é uma ode ao capital, uma ode à agiotagem, um verdadeiro "saco de gatos" na definição de Antônio Gramsci. Vem aí a Reforma da Previdência para encobrir os rombos e as falcatruas e castigar quem trabalha de sol a sol. Vem aí o Pacotão para afundar de vez 190 milhões de brasileiros, e beneficiar 12 a 15 milhões de marajás dos três poderes, beneficiar banqueiros, estelionatários enfim 12 a 15 milhões de parasitas sociais, mas que por um castigo apocalíptico ditam nosso, vosso destino. Vem aí 2016. 2015 já acabou, 2016 já chegou. Salve-se quem puder.

É RÉVEILLON: VAMOS CELEBRAR


VIVA 2016, HOJE É DIA DE FESTA
ESQUEÇAMOS DILMA, ESQUEÇAMOS PEZÃO
ESQUEÇAMOS A MAIOR OLIMPÍADA DE TODOS OS TEMPOS
ESQUEÇAMOS O FUTEBOL CARIOCA
ESQUEÇAMOS A CRISE NA SAÚDE 
ESQUEÇAMOS A DENGUE, ESQUEÇAMOS A ZIKA
ESQUEÇAMOS A TROCA-TROCA DE MINISTROS
ESQUEÇAMOS A ARROGÂNCIA, ESQUEÇAMOS A INCOMPETÊNCIA
ESQUEÇAMOS 2015, UM ANO PARA ESQUECER
PORQUE HOJE É RÉVEILLON, VAMOS CELEBRAR COM DONPÉRIGNON OU COM MUITA CACHAÇA MARIMBONDO

2015 já acabou, e já vai tarde. Vamos celebrar o novo ano, vamos celebrar a chegada de novas esperanças, apesar da Dilma, apesar do Cunha, apesar do Pezão, apesar do "Legado Olímpico", apesar das Organizações Sociais. Os que afundaram a saúde, que está ás portas da UTI, e para alguns às portas do necrotério.

Vamos colocar nossas oferendas com fé e esperança que dias melhores hão de vir. Em vez de pedir conselhos que não vão ser seguidos, lembrar da frase que muitos despossuídos e desenganados das favelas cariocas seguem: "A Humildade Leva a um Braço Forte". Vamos esquecer a empáfia e a arrogância  dos "postes" (que são muitos)  pedir que os governantes tenham a humildade de fazer uma autocrítica e pedir ao Supremo Criador, a São Bento, São Bernardo, Tomás de Aquino, Martinho Lutero, Maomé, Freud, Engels, Carl Jung, que iluminem os "postes" de Brasília e da cidade de São Sebastião ao som do hino cristão para espantar as trevas e a dor:

"Quanta Luz, Neste Ambiente, Descendo Sobre Nós".