7.12.15

O FRACASSO DE UMA POLÍTICA DE SEGURANÇA, MAIS DE 60 POLICIAIS MORTOS NA "GUERRA DO RIO"

ALCYR CAVALCANTI -


A política de segurança do Estado do Rio de Janeiro é um completo fracasso. Nos tiroteios diários que apavoram a população carioca as balas perdidas ou achadas causam vítimas de todos os lados. Morrem policiais, morrem bandidos, morrem velhos, crianças, morrem culpados e morrem inocentes. A implantação das unidades pacificadoras, as UPPS não trouxeram a pacificação prometida, apregoada em todos os veículos de comunicação de massa, nem mesmo foi estabelecido o "cinturão cirúrgico" nas favelas de maior densidade populacional para dar a falsa impressão de paz e harmonia para os milhares de turistas que estão chegando, não foi conseguida.

As dezenas de favelas "pacificadas" estão em pé de guerra com raras exceções, narcotraficantes de todas as tendências disputam domínio territorial nas chamadas zonas vermelhas. Atual território sem lei a Favela do Jacarezinho, Zona Norte da cidade é uma terra de ninguém, apesar da prometida pacificação após a invasão há alguns meses atrás. A política de segurança baseada na implantação das unidades pacificadoras não conseguiu sua finalidade e conseguiu a proeza de espalhar os confrontos pelo domínio dos pontos de venda de drogas em todo o estado. As três redes criminais o Comando Vermelho-CV, Amigos dos Amigos-ADA e Terceiro Comando-TC além de grupos paramilitares disputam território não mais somente na cidade do Rio de Janeiro, mas em todo o estado. Niterói de cidade modelo virou um inferno diário, com alguns locais como a Favela do Caramujo onde narcotraficantes que migraram da capital estabeleceram bases sólidas onde a policia não entra, e os bandidos estabeleceram toque de recolher após as 19 horas. A morte de dois policiais militares Inaldo Pereira Leão e Marcos Santana em serviço no domingo dia 06/12 na Favela do Jacarezinho veio se juntar a uma fieira de mortes, chacinas, modificação de locais para forjar o chamado auto de resistência, para encobrir execuções em uma terra onde a vida vale quase nada. A política de segurança precisa ser revista, a velha tática do confronto não tem dado certo. A chefia de segurança vai intensificar o confronto, a máquina de guerra entra em cena, saem os policias da unidade pacificadora entram os "caveiras" para tombar muitos corpos no chão. A "Guerra do Rio" é uma batalha sem vencedores nem vencidos. Todos saem derrotados.