12.12.15

O POVO NA RUA

MIRANDA SÁ -

“A praça, a praça é do Povo!/ Como o céu é do Condor!/ É antro onde a liberdade/ Cria a águia ao seu calor!” (Castro Alves)


Um dos políticos brasileiros mais preparados do século passado, Ulisses Guimarães, nos legou uma lição cientificamente correta e fácil de entender: “Só o povo nas ruas faz medo aos políticos…”, que nos leva à conclusão recíproca de que “… político só tem medo do povo nas ruas”…

É um dever que nos cabe: ir para rua pressionando os parlamentares a defender a reivindicação de 63% da cidadania: Tirar Dilma da presidência, varrendo esse trambolho histórico que se reelegeu financiado por propinas e confirmado por urnas eletrônicas suspeitas e uma apuração “secreta”, inconfiável.

Não se restringe às fraudes eleitorais a imposição do clamor popular para afastar Dilma; Somam-se à essa ilicitude o seu comprovado despreparo, sua postura arrogante, a mentira compulsiva e a leniência com a corrupção.

E nem só por isso o impeachment é necessário e urgente. Dilma ocupa o poder desmanchando a ordem nacional. Agride a consciência dos brasileiros pelo desprezo à administração pública e o abandono das estruturas fundamentais do governo, a Educação, Saúde e Segurança.

Além de destruir o Estado, alinha-se ao que há de mais venal no exercício da política: barganha apoios por cargos e verbas públicas, compra os órgãos de imprensa e despreza a opinião pública.

À frente de um arrastão de incompetência, erros incorrigíveis, malfeitos e crimes visíveis, o Poste de Lula destrói a economia. Começou pelo assalto à Petrobras, ícone das estatais, o roubo de verbas públicas e o desmanche do Tesouro.

Com seu humor incomparável, Millôr Fernandes nos deixou uma gozação que vale a pena lembrar. “A economia compreende todas as atividades do país, mas nenhuma atividade do país compreende a economia”.

Não há verdade maior se levada ao PT-governo, que pluralizou a inflação, que não se limitou ao substantivo feminino que designa a desvalorização do dinheiro, a diminuição do poder aquisitivo do povo e a consequente carestia de vida.

O lulo-petismo nos traz muitas inflações. Inflação de ignorância presunçosa, de irresponsabilidade, de egos irracionais, de falta de autocrítica. A “inflatio,onis” dos antigos romanos chegou ao Brasil com excessos de desqualificação, de desonestidade e de empáfia.

A pior de todas inflações de Dilma trouxe a corrosão do Plano Real; sem trocadilho, a inflação real que nos impõe dois dígitos no IPCA e levam aos supermercados e à feira um aumento de 78% nos preços dos produtos de primeira necessidade.

Contra este quadro de lúgubre realidade, a voz rouca das brasileiras e dos brasileiros ecoam nos quatro cantos do País; apela para que nossos heróis e mártires quebrem o mármore das estátuas e voltem à vida patriótica.

E cantemos todos nas ruas do Brasil a canção de Castro Alves que evoca o povo no poder: “A praça, a praça é do Povo!/ Como o céu é do Condor!/ É antro onde a liberdade/ Cria a águia ao seu calor!”