26.12.15

POETAS E POESIAS DE ONTEM E HOJE

CELLY ADELINA -


O céu, de uma época santa,
parece pesar em paradoxos espirais.
Brindo, numa mesa, até que farta, minha irmã chora,
andando abaixo da chuva torrencial, excluída.

Inexorável encosta

Nublado dia, deita poesias,
angustia,
Ermo, assustado,
cheio de perguntas,
Deixa escorrer,
elucubrações
Nas faces, espreitas gotas.
Ejetam, misterioso anoitecer,
Cúmplice
Vai destilando, evoluindo, integrando
N’ alma partes opostas
Medalhas e mazelas
Lucidez e esquecimentos...
Até que tornem, tomem corpo.
Dilacerando, dentro, omissões
Escolhas insanas e precipícios
Evaporam agora,
Formam nuvens, dançam,
Foi preciso sofrer,
Estancar e amanhecer,
Fecundar em prazer
Outro,
Novamente aprender.
Desapegos, desencarnar
Inebriado.