23.12.15

QUEM SÃO OS COXAS COM QUEM CHICO BUARQUE BATEU BOCA — E POR QUE ELE OS INCOMODA

Por KIKO NOGUEIRA - Via DCM -


Chico Buarque ama o Rio de Janeiro, entre outros motivos, porque pode circular ali à vontade. Faz caminhadas e corridas com regularidade, sem que ninguém o incomode, a não ser um ou outro fã para uma selfie.

Ou fazia.

Chico vai ter de rever seus conceitos com relação a seus exercícios em sua cidade. Não são mais os paparazzi flagrando seus jantares com a namorada a uma distância regulamentar.

Agora são fascistinhas em bando que acham normal tolher o direito de ir e vir.

Uma “playboyzada” — na definição de Emicida — achou natural abordar de maneira agressiva um sujeito que vê pela TV por causa de suas posições políticas. Dois dos bobos foram identificados: Túlio Dek, um rapper que ninguém ouviu falar a não ser por seu namoro fugaz com a prima Cleo Pires, filha da atriz Glória Pires, registrado por revistas de fofoca; e o filho de Álvaro Garnero, Alvarinho.

Nenhum deles faz, como diria minha tia calabresa, porra nenhuma. Também não são obrigados, claro. Estavam, ao que parece, saindo do restaurante Sushi Leblon. O filho de Garnero causou controvérsia, recentemente, com um vídeo em que aparecia, alcoolizado, acariciando Ronaldo Fenômeno, que o chamava de namorado.

O pai saiu em sua “defesa” quando o rapaz foi “xingado” de gay. Álvaro, herdeiro do grupo Monteiro Aranha e auto intitulado “empresário”, apresentava um programa de turismo jabazeiro na Rede TV, viajando e se hospedando de graça. Nunca deu Ibope, mas a intenção não era essa, e sim viajar na picaretagem. Filiou-se ao PRB. Pega uma praia com o amigo Aécio quando a agenda permite.

Esses moleques inúteis perderam a modéstia, a educação e a civilidade. A coxinhada revoltada on line acabou com redes sociais, devastando as regras mais básicas, e agora atropela a Constituição.

Até prova em contrário, qualquer um tem o direito de acreditar no que quiser — no PT, na mula sem cabeça ou em bula de remédio. Não para eles. Se pudesse, esse pessoal construiria muros separando gente de “bem” e do mal. Tudo isso, obviamente, enquanto grita contra a ditadura bolivariana e manda os outros irem para Cuba.

Ao Globo, Túlio Dek se disse “um grande fã”, mas não entende como o ídolo continua defendendo o PT. Chico, um homem bem sucedido, branco, rico como ele deveria ser como ele.

O Rio de Janeiro que Chico ama talvez não exista mais. Acabou o sossego. Desta vez, o encontro com a milícia do ódio terminou relativamente bem. Da próxima, quem sabe o que pode acontecer?