10.1.16

MANIFESTANTES SE ORGANIZAM CONTRA O AUMENTO DAS TARIFAS; MOVIMENTO PASSE LIVRE DE SP AGENDOU O SEGUNDO ATO PARA A PRÓXIMA TERÇA-FEIRA (12), NO RJ SERÁ AMANHÃ (11)

Por LUMA POLETTI - Via Congresso em Foco -

Movimento Passe Livre de São Paulo agendou para a próxima terça-feira o segundo ato contra o aumento da tarifa do transporte público na capital.


Depois de pelo menos 18 cidades do país aumentarem a tarifa do transporte público – entre elas, seis capitais – diversos movimentos sociais se organizam para ganhar as ruas e tentar reverter as decisões.

Em São Paulo – onde o preço das passagens de ônibus, trens e metrô passou de R$ 3,50 para R$ 3,80, um aumento de 8,6% – o Movimento Passe Livre (MPL) já organiza o segundo ato, marcado para a próxima terça-feira (12), às 17h, ainda sem local definido.

No Rio de Janeiro, diversas manifestações estão agendadas para a próxima semana: na Baixada Fluminense, na quinta-feira (14) será realizado um ato em Duque de Caxias, na Praça do Pacificador, e na sexta-feira (15) em Nova Iguaçu, na Praça da Liberdade.

Os primeiros protestos contra o aumento das tarifas do transporte público aconteceram nessa sexta-feira (8). Em São Paulo, os manifestantes começaram a se concentrar no final da tarde no Teatro Municipal, de onde seguiram até a estação de Anhangabaú. A Polícia Militar estima que 3 mil pessoas participaram da manifestação, enquanto os organizadores calculam que 10 mil compareceram ao ato. Na avenida 23 de Maio houve confronte entre manifestantes e PMs. Ao todo, 17 pessoas foram detidas – todas elas liberadas neste sábado.

“A atuação criminosa dos black blocs atrapalhou o legítimo direito de manifestação dos demais”, informou a Secretaria de Segurança Pública do Estado de São Paulo. O órgão também destacou que três agências bancárias foram depredadas e duas viaturas da Polícia Militar foram danificadas, além de um carro da Companhia de Engenharia de Tráfego (CET) e outro da SPTrans.

Durante o confronto, policiais utilizaram balas de borracha e bombas de gás contra manifestantes que atiravam pedras e explodiam rojões. A ação da polícia foi defendida pelo governador Geraldo Alckmin (PSDB), que publicou uma nota em sua página no Facebook: “São inaceitáveis os atos de vandalismo e a destruição de patrimônio público ocorridos hoje na Capital. A PM agiu e continuará agindo para garantir a liberdade de manifestação e o direito de ir e vir da população de São Paulo. Vandalismo é crime. Não será tolerado”.

Policiais e manifestantes também protagonizaram um confronto no Rio de Janeiro, onde o valor da passagem de ônibus aumentou de R$ 3,40 para R$ 3.80. O público se reuniu na Cinelândia e seguiu para a Central do Brasil. Amanhã ocorre o segunda ato na capital Fluminense. Será a partir das 17h, concentração na Cinelândia.