6.1.16

MARCELO FREIXO TERÁ O APOIO DE LINDBERGH FARIAS À PREFEITURA DO RIO DE JANEIRO

ILUSKA LOPES -

Como já vinha se desenhando desde o termino das eleições gerais de 2014, segundo o suspeitíssimo colunista Lauro Jardim, do Globo, o senador Lindbergh Farias (PT-RJ) deverá anunciar apoio formal ao deputado estadual Marcelo Freixo (PSOL) como candidato a prefeito do Rio de Janeiro nas eleições de outubro deste ano.
A posição do senador abre uma dissidência dentro do PT, que irá apoiar uma candidatura do PMDB.
Lindbergh tem dito a interlocutores que não conseguiria explicar ao eleitorado por que apoiar o deputado Alessandro Molon, que deixou o PT para a Rede Sustentabilidade, partido de Marina Silva — que esteve com Aécio Neves em 2014.
UM MARACANAZO DE ILEGALIDADES
Já que estamos falando do possível futuro prefeito da Cidade caótica com paisagem Maravilhosa, em sua página no facebook, Freixo lembrou do fracasso que foi o projeto de privatização do Complexo do Maracanã, noticiado por vários jornais do país nesta terça-feira (05).
Disse: "A manchete bem que poderia ser uma só: tragédia anunciada. O último capítulo do maracanazo gurmê, que encareceu e transformou o estádio símbolo da identidade carioca num estúdio, padronização do mau gosto, pode ser narrado através da demissão de 75% dos funcionários pelo consórcio formado pela Odebrecht e AEG. Restaram apenas 10 trabalhadores, que estão de aviso prévio. Como o consórcio, que assumiu a gestão do equipamento por 33 anos, contados a partir de agosto de 2013, quer devolver o Maracanã ao Estado, as demissões são uma forma de pressionar o governo a aceitar mudanças no contrato para beneficiar as empresas. Em sumo, ou o governo cede ou reassume a administração do Maracanã".
Com tantas mazelas e falcatruas na administração carioca, com o recente desgaste na imagem do senador Romário (PSB-RJ), somando-se o continuísmo do PMDB, e o providencial apoio (mesmo que de parte) do Partido dos Trabalhadores, Marcelo Freixo dessa vez tem grandes chances de vencer as eleições majoritárias na Capital Fluminense.
Mas vale lembrar que eleição no Brasil é um jogo antidemocrático sujíssimo. Eleição e partida de futebol só se ganha após contados os votos, e no futebol só após o apito final. Se quiserem mesmo vencer esse jogo desigual, Freixo e Lindbergh precisarão suar a camisa, e muito...