13.1.16

NOSSO JOAQUIM SILVÉRIO DOS REIS

Por HENRIQUE MATTHIESEN - Via Instituto João Goulart -


A história brasileira é cíclica. Dentre seus momentos decisivos há personagens que entram para o esgoto da história, são os pulhas os desprovidos de caráter, os traidores das causas que se curvam às benesses momentâneas de seus atos covardes.

Joaquim Silvério dos Reis fora coronel comandante do Regimento de Cavalaria Auxiliar de Borda do Campo, participou da Inconfidência Mineira, aceitou a promessa da Cora, o perdão de suas dívidas, e consequentemente delatou seus companheiros inconfidentes e entrou pra história como um traidor.

Outro personagem, cuja a mediocridade o marcou a ferro foi cabo Anselmo, traidor, agente infiltrado que traiu Jango e a democracia brasileira.

Dizia Brizola, “a política ama a traição, mas não perdoa o traidor”.

Contemporaneamente, o Brasil vive uma profunda crise, onde o retrocesso democrático corre inconteste risco, as forças do atraso, inconformadas com a falta de perspectiva de poder, aliadas ao comprovadamente delinquente presidente da Câmara dos Deputados Federais, Eduardo Cunha, tentam rasgar a Constituição e promover um golpe à democracia.

Neste contexto, encontram o seu Joaquim Silvério dos Reis, nada menos que o vice-presidente da República cuja biografia não inspira maiores benevolências. Michel Temer, homem de Eduardo Cunha, conspira com os golpistas traindo seu papel de garantidor constitucional.

A mera perspectiva de poder por meio do atalho golpista faz de Michel Temer a caricatura mais fiel do delator inconfidente, e de tantos outros personagens torpes de nossa história.

A baixeza deselegante de homens de estaturas de camundongo, articulam despudoradamente esse crime contra a democracia, ignoram a história regressa de lutas por essa conquista que deveria ser inalienável de nossa sociedade.

Argumentos torpes, manipulações grosseiras, falácias vazias, moralismo hipócrita, tentam macular a vontade soberana do povo que elegeu pelo voto direto e universal a presidenta da República.

Remédio para governo ruim não é e não pode ser o golpe de Estado.

Existe eleição para substituir governos.

Vale lembrar de outro mineiro que entrou para a história pela porta da frente José Alencar, que morrera vítima de um câncer, dizia: “Não tenho medo de morrer. De forma alguma. Mesmo porque, se Deus quiser me lavar. Ele não precisa do câncer. Tenho medo é da desonra.”

Infelizmente, os Silvérios pretéritos ou contemporâneos não temem a desonra, afinal o que vale é o poder pelo poder, independente de honra.

É essa a biografia destes senhores que querem dar um golpe no Brasil e no voto do povo.