21.1.16

O CAPITALISMO É A PRÓPRIA CRISE EM MARCHA, PÂNICO GLOBAL COLOCA O BRASIL EM LIQUIDAÇÃO. SAFRA DE CAFÉ EM 2016 DEVE SER A SEGUNDA MAIOR DA HISTÓRIA

ILUSKA LOPES -


Seguindo a rotina óbvia, lógica, cínica, e perversa do sistema capitalista, que vive da exploração humana e das crises sistêmicas, ontem tivemos mais um dia de colapso nos mercados financeiros globais. Faltou pouco para se atingir uma marca emblemática: uma ação da Petrobras negociada a apenas 1 dólar... é isso aí, pasmem.

Somos todos reféns desse grande cassino global. O capital financeiro internacional precisa se apropriar da nossa valiosa petrolífera a qualquer custo, assim como fizeram com a Vale do Rio Doce, custe o que custar...

Nesta quarta-feira, o dólar foi a R$ 4,10 e as ações preferenciais da estatal brasileira caíram a R$ 4,43. Segundo os principais analistas econômicos o motivo é o ritmo menor de crescimento na China, que derrubou as commodities minerais e fez com que empresas como Vale e Petrobras sejam hoje negociadas a 10% do que valiam em 2008, quando atingiram seu ponto máximo.

Informo que desta vez, a crise é mais complexa porque os governos, endividados, têm menos capacidade de estimular o consumo. No entanto somos um País muito grande e forte, quem olha para o Brasil no longo prazo, como as gigantes multinacionais, sabe que o País nunca esteve tão barato como agora. A queda da nossa moeda (R$) e a depreciação dos ativos poderão fazer de 2016 o ano das fusões e aquisições no Brasil.

Um estudo recente da consultoria Price Waterhouse Coopers apontou que, em 2050, as cinco maiores economias mundiais serão a China, com um PIB (pelo critério de paridade de poder de compra) de US$ 61 trilhões, a Índia, com US$ 42,3 trilhões, os Estados Unidos, com US$ 41,4 trilhões, a Indonésia, com US$ 12,5 trilhões, e o Brasil, com US$ 9,6 trilhões. Ou seja: para quem mira o longo prazo, o Brasil, num horizonte relativamente curto, estará à frente de nações como Japão, Alemanha, França, Itália e Inglaterra.

Estimativa mostra crescimento de 17,8% a 24,4% na produção de café arábica, que abrange 76,5% do total de café produzido no país

A produção brasileira de café da safra 2016 deverá ficar entre 49,13 e 51,94 milhões de sacas do produto beneficiado. Se considerada a média de produção (50,5 milhões), esta pode ser a segunda maior safra da história, ficando atrás apenas da safra de 2002 (50,8 milhões). A previsão indica acréscimo de 13,6% a 20,1% em relação à produção de 43,24 milhões de sacas obtidas em 2015. Cada saca tem 60 quilos. Os dados foram divulgados, nesta quarta-feira, pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab).

Segundo a Conab, este é um ano de alta bienalidade para o café. A característica dessa cultura faz com que a planta obtenha melhores rendimentos em anos alternados, especialmente o café arábica, independe de tratamento do solo ou de outras ações tecnológicas.

Assim, esta primeira estimativa mostra crescimento de 17,8% a 24,4% na produção de arábica, que abrange 76,5% do total de café produzido no país. A Conab estima que sejam colhidas entre 37,74 e 39,87 milhões de sacas. O resultado deve-se principalmente ao aumento de 67,6 mil hectares da área em produção, à incorporação de áreas que se encontravam em formação e renovação e às condições climáticas mais favoráveis.

A produção do café conilon, que representa 23,2% do total, é estimada entre 11,39 e 12,08 milhões de sacas, com crescimento entre 1,8 e 8% em relação à safra 2015. Esse resultado se deve, sobretudo, à recuperação da produtividade nos estados do Espírito Santo, Bahia e em Rondônia, bem como ao maior uso de tecnologias.

* Informações da ABr, Correio do Brasil e Brasil247.