16.1.16

TERMINANDO O IMPEACHMENT DE DILMA, COMEÇA O IMPEACHMENT DO CONGRESSO. O VETUSTO TRE ESTÁ COM TUDO E “NÃO PROSA”

ROBERTO MONTEIRO PINHO -


O Brasileiro teve um ano dos piores em 2015. A crise política, desastrosa, agravada pela falta de habilidade da presidente Dilma Rousseff. É voz geral que Dilma é uma senhora ‘turrona’, antipática, erra nos discursos, comete gafes protocolares, mente despudoradamente. Com este perfil ela não seria nem síndico de condomínio, por isso não está preparada para continuar ocupando o mais alto cargo da República.

Dilma desconhece os mais elementares princípios de um dirigente para conduzir negociação de conflitos, ao contrário, acirra mais ainda e cria novos conflitos. Por outro lado o seu criador, o ex-presidente Lula da Silva, fica ao largo dos acontecimentos, evitando que respinguem na sua pessoa os equívocos, os escândalos e os péssimos resultados de 2015. Quer manter visibilidade de “bom moço”, para disputar a eleição em 2018. Isso acalenta o sonho de milhares do PT boquinha, ávidos pela retomada do “projeto de poder”.

São pessoas distintas, Lula tem para experiência para lidar com crises, enquanto Dilma, só tem uma história de vida, nada exemplar para um ocupante de cargo público da mais alta relevância. De comum os dois só possuem uma coisa: “não sabiam de nada”.

Consultorias econômicas estão prevendo que 2016 deve registrar uma queda do PIB de algo em torno de 3,5%. A inflação deve ficar na casa dos 10% e o desemprego continuará sua trajetória de alta. Para um país com população 204 milhões, 65 milhões de informais e 15 milhões de desempregados, empresas estatais a exemplo da Petrobrás (a maior de todas), instituições como BNDES e dezenas de empresas públicas sucateadas, roubadas e desestruturadas, é um quadro alarmante.

O grande problema é a sua substituição caso ocorra o seu impeachment. Na linha sucessória o quadro é desalentador. Por hipótese, assumindo seu vice Michel Temer, pelo clamor público, também terá problemas de relacionamento. Temer não convence o alto e baixo clero da política nacional. Aqui com a palavra, o vetusto Tribunal Regional Eleitoral-TRE).

Existe uma expectativa quanto à decisão do Tribunal Superior Eleitoral – TSE, que pode casar o mandato da presidente e do seu vice. Neste caso a situação seria outra, Assume o presidente da Câmara e logo em seguida são convocadas eleições para preenchimento (mandato tampão) cargos de titular e vice da Presidência da República.

No limiar de 2015, o ministro do Supremo Tribunal Federal - STF e do Tribunal Superior Eleitoral – TSE Gilmar Mendes afirmou a imprensa que a Corte não terá problemas em cassar o mandato da presidente Dilma Rousseff se constatar irregularidades na campanha eleitoral de 2014. O destino da presidente está nas mãos da relatora do TSE Maria Thereza de Assis Moura.

De fato este quadro político, não favorece absolutamente a população brasileira. O desgaste público é letal para a economia, sucateada pelos algozes já conhecidíssimos, cujos nomes vão dos mais influentes e “respeitáveis” senhores do Planalto, ao baixo clero, povoado pelos boquinhas do PT e aliados do governo.

A moral está baixa, sem dúvida, e como consequência, a perda da credibilidade faz com que este governo, mesmo que seja superado o afastamento de sua presidente, não terá governabilidade. Não pé apenas uma oposição, que data venia, é hostil e não producente, mas pelo clamor público, que já foi às ruas várias vezes para protestar: “vocês não nos representam”.