18.2.16

BRASIL: PERDIDO ENTRE "MOSQUITAS", COXINHAS E PETRALHAS

ALCYR CAVALCANTI -

Pancadaria entre adeptos e opositores do presidente Lula, que saíram no tapa no Fórum da Barrafunda em São Paulo, embora o ex-presidente não tenha comparecido para depor, teve seu depoimento adiado. A policia teve de intervir a agrediu a todos indiscriminadamente inclusive jornalistas foram espancados no exercício de suas funções.

Forças Armadas combatem a "Mosquita"
Em um país em que os ministros são nomeados não pelo conhecimento mas sim pelo "arco de alianças" o popular toma lá da cá, o "ministro" da saúde é um psiquiatra que nada entende de sanitarismo. As ruas rugem: "Ministro pede pra sair" e os técnicos da FioCruz, do Vital Brasil e do Noel Nutels oscilam entre gargalhadas de deboche e choro convulsivo pela inépcia do ministro Marcelo Castro que vai deixar o cargo em plena crise para votar a mando da presidência. O país vive uma crise sem precedentes, que os dez dias de carnaval apenas serviram para uma pausa para uma efêmera alegria estimulada pelas multinacionais da cerveja, para esfriar os ânimos em uma calor de cinquenta graus. Mas voltamos a uma triste e sombria realidade onde nada funciona, hospitais fecham as portas ou atendem precariamente, ônibus, trens e barcas aumentam os preços e o serviço piora, pessoas indefesas são esfaqueadas por larápios mequetrefes que usam como arma e instrumento de trabalho facas de churrasco.

Enquanto isso ao invés de agentes especializados de saúde exterminarem os focos de dengue e zika, forças armadas e desarmadas são convocadas em uma peça de marketing de pouca eficiência. Será que vamos bombardear com lança granadas o Aedes Aegipt ou como disse nossa presidente emocionada: "A culpada é a Mosquita, vamos exterminar a Mosquita". Seria cômico se não fosse trágico. Milhares de pessoas estão sendo infectadas diariamente e o ultra ineficiente Ministério da Saúde procura repassar um problema que é seu, para a imensa e sofrida população de nossa pátria. Somos nós que temos que matar a Mosquita.