12.2.16

O "SEM QUERER, QUERENDO" DE SERGIO MORO

Por FERNANDO BRITO - Via Tijolaço -

Francamente, é do arco da velha a história de que Sergio Moro “não queria” que fosse publicada a informação de que autorizou um inquérito sobre o sítio frequentado por Lula em Atibaia.

Um juiz não despacha um inquérito que, inegavelmente, é voltado contra um ex-presidente da república em cima da perna.

Despachos judiciais em papel levam um carimbo do tamanho de um bonde quando são sigilosos, no ato e na capa.

No eletrônico, somente quando o desembargador ou o juiz desmarca a opção do sigilo, os servidores podem ter acesso.

Não foi, portanto, a inadvertência de um funcionário. Não foi “o rapaz”.

Foi o rapace, Moro, no sentido que a palavra tem no italiano, de onde ele sonha com sua Operação “Manu Pulite”.

De rapina e, no figurado, ávido, insaciável.

Se quiserem acreditar que foi involuntário, creia-se também que ele trata assim, a voo de ave rapace, algo de tamanha repercussão.

Liberada do sigilo, agora o MP e a sua meganhagem da PF estão livres para produzir constrangimentos à vontade.

Pois na corrigenda de Moro, já que o despacho ficou público, nada mais deve ser discreto.

Não é mesmo para ser, a apuração dos fatos não vem ao caso.

O caso não é criminal, é político-eleitoral.

E disso o Dr. Moro não se distrai.