3.3.16

COMO A VIRTUAL VITÓRIA DE DORIA E ALCKMIN NAS PRÉVIAS RACHOU DE VEZ O PSDB

Por JOSE CASSIO -Via DCM -


Militantes do PSDB partem para a ignorância nas prévias no Tatuapé (SP).
A Executiva do diretório abriu as três urnas que ficaram pendentes do primeiro turno nas prévias do PSDB para escolha do candidato do partido na eleição deste ano para prefeito de São Paulo.

João Doria, vencedor das prévias no primeiro turno, ganhou no Tatuapé e em Pirituba e foi derrotado por Andrea Matarazzo no Jaçanã.

No Tatuapé, onde a votação virou caso de política e piada na internet com a viralização da foto de uma briga em que um militante obeso está caído na sarjeta só de cueca, Doria teve 78 votos contra 20 de Ricardo Tripoli e 16 de Andrea Matarazzo.

O candidato apoiado pelo governador Geraldo Alckmin alcançou 46 votos em Pirituba – Andrea teve 17 e Tripoli 5. Matarazzo venceu no Jaçanã com 44 votos, seguido de Tripoli, 17, e Doria com 13.

Com a homologação das três zonas eleitorais, o total de votos no primeiro turno das prévias passou de 6.216 para 6.381. Doria ficou com 44.02% (2.808 votos), seguido de Andrea Matarazzo, 33,22% com 2.127 votos e Ricardo Tripoli com 21,36% e 1.363.

No encontro de logo mais à noite, o diretório aguarda do departamento Jurídico o rito do pedido de impugnação da pré-candidatura de João Doria no primeiro turno, solicitado por Alberto Goldman, eleitor de Andrea Matarazzo, e José Aníbal, que apoiou Tripoli: ambos acusam Doria de abuso de poder econômico e propaganda irregular por instalar cavaletes com sua foto, nome e número nos 58 locais de votação.

O imbróglio “rachou” de vez o partido e há quem duvide que possa haver qualquer tipo de reconciliação entre os grupos do governador Alckmin e a ala Serrista.

Para piorar o ambiente, circula a informação de que não há regulamentação por escrito das regras alegadas por Doria para utilização dos cavaletes.

Como as prévias não são reguladas pela Lei eleitoral, isso teria sido acordado verbalmente numa reunião entre coordenadores de campanha dos três pré-candidatos com o presidente do diretório, vereador Mário Covas Neto. O problema é que Andrea Matarazzo, intransigente pela impugnação, tem folgada maioria entre os 71 membros do diretório com direito a voto.

Entre os simpatizantes de João Doria, o clima é de consternação. Alegam que os adversários querem ganhar as prévias no “tapetão” e, em último caso, fazer o candidato chegar fragilizado na fase de montagem da coligação.

Nas redes sociais e grupos de Whatsapp, a ordem é manter a serenidade, enquanto os simpatizantes de Matarazzo continuam batendo sem dó.

Entre os membros da “velha-guarda” tucana, a crise, pra variar, foi parar nas páginas dos jornais.

À Folha de São Paulo, o eleitor de João Doria, ex-secretário de Serra e Alckmin e ex-presidente do diretório municipal, José Henrique Reis Lobo comentou sobre a dificuldade de Matarazzo em aceitar o resultado das urnas.

“Saber perder é um virtude”, disse Lobo. “Infelizmente, nem todas as pessoas têm ou desenvolvem ao longo da vida essa necessária aptidão”.

Arnaldo Madeira, que é fundador do partido e coordenou o programa de governo de Aécio Neves em 2014, falou da postura de Alckmin no processo eleitoral.

“Eu tenho muito contato com as pessoas que estão na máquina do Estado, em diferentes áreas, e o que me falaram é das ameaças a quem não votasse a favor do candidato do governador. O uso da máquina do Estado e oferecimento de recursos foi de uma maneira que eu jamais vi”, afirmou Arnaldo Madeira.

Se a pré-candidatura de Doria for de fato impugnada, o caso segue para o diretório estadual e, em última instância, ao diretório nacional que tem a prerrogativa de dar a palavra final.