16.3.16

DELCÍDIO CITA ATUAÇÃO DE 'PINÓQUIO PAES' EM CPI. PÁGINA DO FACEBOOK DEFENDE VOLTA DA DITADURA MILITAR NO BRASIL

ILUSKA LOPES -


O prefeito-pinóquio do Rio de Janeiro Eduardo Paes negou, em nota, que tenha sido procurado pelo senador Aécio Neves (PSDB-MG), à época da CPI dos Correios, "para pedir a postergação da quebra de sigilo bancário ou por qualquer representante do Banco Rural para tratar do assunto".

A nota do prefeito é uma resposta a trechos da delação premiada do senador Delcídio do Amaral (PT-MS), que indicou a participação de Aécio Neves na maquiagem de dados do Banco Rural, em troca de pagamentos da empresa Furnas, no âmbito da CPI dos Correios.

Pinóquio Paes na época era deputado pelo PSDB-RJ e integrante da CPI. Hoje como sabemos ele está no PMDB, e informou que desconhece que tenha havido maquiagem em quaisquer dados. Destacou que o trabalho de investigação foi acompanhado por técnicos do Tribunal de Contas da União e do Banco Central.

O prefeito-pinóquio concluiu dizendo "que tem muito orgulho de ter participado da CPI dos Correios com sub-relator e ter ajudado, com as investigações e fatos apurados, a denunciar esquema de desvio de dinheiro público". E o nariz não parou de crescer...

Página do facebook defende volta da ditadura e recebe críticas nas redes

Antas, jegues e amebas continuam de plantão, agora nas redes sociais. A página do Facebook chamada "Militares e Reservistas do Exército Brasileiro" postou uma foto no último domingo (13) que pedia a volta da ditadura militar no Brasil e recebeu diversas críticas em forma de piada nos comentários.

A imagem de uma farda com os dizeres "se for preciso a gente veste outra vez" vinha com a seguinte proposta: Comente seu nome de guerra e guerreiro.

A foto viralizou e os internautas não perdoaram a deixa e não faltaram piadas com nomes de guerra. Em um dos comentários dizia que o seu nome é  "Daenerys Targaryen. A verdadeira rainha de Westeros. Chocadeira de dragões", fazendo uma brincadeira com a personagem da série "As Crônicas de Gelo e Fogo". Outra internauta disse que seu nome de guerra era "Stephany Lusho e Sedução pronta pro combate".

Em nenhum momento os administradores da página responderam os comentários ou apagaram o post.

Essas amebas nazistas talvez não saibam que a famigerada ditadura durou 21 anos (1964-1985) e oficialmente causou a morte de 434 pessoas e outras 210 ainda estão desaparecidas. Mais de 300 pessoas, entre militares, agentes do Estado e os ditadores da República, foram responsabilizadas por essas ações ocorridas no período que compreendeu a investigação. O levantamento foi feito pela Comissão Nacional da Verdade durante dois anos e sete meses de trabalho. 

Essas amebas querem um repeteco disso?

*Com informações da Agência Brasil, R7 e Reuters.