31.3.16

GOLBERY FOI ARTÍFICE E PROTETOR DO PT. A FALECIDA DEPUTADA E PRESIDENTE DO PTB IVETE VARGAS, ME DISSE: “BOB VOCÊ E O BRIZOLA JAMAIS TERÃO O PTB”. MAS BRIZOLA NO SEU PDT HONROU OITO ANOS DE GOVERNO DO ESTADO

ROBERTO MONTEIRO PINHO -

Dilma, Lula, Brizola, Ivete Vargas e Golbery.
Um grupo de juristas contrários ao impeachment foram ao Palácio do Planalto no dia 22 de março para um ato em defesa da presidente Dilma Rousseff, batizado de "Pela Legalidade e em Defesa da Democracia". No dia 18 de março o Conselho Federal da Ordem dos Advogados do Brasil decidir apoiar, em votação o pedido de impeachment de Dilma. Recente protocolou na Câmara um segundo pedido.

Numa lista de cem nomes, a grande maioria com vínculo no governo federal, ocupando cargos ou contratados para darem pareceres nas questões que envolvem a União. Em suma é flagrante que ali estavam mais em causa própria que propriamente na luta pela legalidade.

Em 1979 em pleno retorno dos exilados, numa reunião no apartamento da falecida deputada Ivete Vargas e presidente do PTB, ouvi o conselho arrogante: “Bob vocês e o Brizola jamais terão o PTB”. Ela sabia, conspirava com o “mostro Golbery”.

Não teve, mas Brizola honrou dois mandatos de governador, fez Brizolão, Linha Vermelha, Amarela, e Sambódromo, “Uma Luz na escuridão”, moralizou o serviço público e proibiu a policia de subir o morro. Honrou seu mandato popular por oito anos de poder, enquanto Lula-lá, cai na “lama da corrupção e mentiras”. Trabalhamos exaustivamente para reaver a sigla, reunificar o trabalhismo, mas a direita se apoderou do partido.

O fato intrigante na máquina governista é de que o governo Dilma tem 39 ministérios do PT, que custam mais de 400 bilhões por ano e empregam 113 mil boquinhas petistas. Os salários dos privilegiados consomem R$ 214 bilhões – quase quatro vezes o ajuste fiscal que a presidente quer fazer e jogar a conta na sociedade.

Em meio a esse turbilhão de mais de cem mil boquinhas desesperados com a perda dos cargos públicos, é bom lembrar que o seu líder Lula-lá, foi inventado pelo general Golbery do Couto e Silva, o guru da Ditadura de 64. O “torneiro mecânico” se perdeu em seu próprio ego e convicção de que nunca seria questionado.

È esse o governo que um grupo de petistas boquinhas defende de forma intransigente, com formato de golpe. A CUT desvirtuada dos preceitos que regem sua atividade, vem atrelada ao PT alimentando milhares de ativistas para contrapor a multidão de voluntários pró impeachment, que estão nas ruas sem subsídio ou por convocação de movimento sindical seja ele de direita ou esquerda.

São pessoas que não detém estabilidade do emprego público e sequer ocupam cargos de confiança com rubricas especiais nos governos. A pergunta é: Quem seria o mais legitimo para reivindicar em nome da comunidade?

O pavor da presidenta e aliados do Palácio do Planalto com as investigações da Lava Jato e após a maior manifestação popular da História, dia 13, exigindo o impeachment, colocou “minhoca na cabeça” da presidenta. “Cobras e lagartos dividirão o espaço mental de Dilma e palacianos com a nova manifestação pró impeachment convocada para o dia 14 de abril.

Levou a trans louca e antidemocrática proposta da decretação do “Estado de Defesa”, medida extrema que prevê a suspensão de direitos fundamentais, como sigilo de correspondência e de telefone e direito de reunião (e de fazer manifestações públicas ou em locais fechados).

Só para se ter idéia da insanidade de Dilma, Comandantes militares até foram avisados, para providências, sobre a possível decretação do “Estado de Defesa”, para “garantir a ordem”. Isso me faz lembrar a frase: “vocês não nos representam”.

A Comissão da Câmara que analisará o impeachment de Dilma é composta de 65 membros. Dilma Rousseff terá pelo menos 31 votos contrários ao governo (a favor do impeachment). Outros 28 deputados estão contra e 6 estão indefinidos. Dos 6 indefinidos possivelmente apenas 4 manterão a posição, 2 dividem o voto a favor e contra o impeachment. Analisando o perfil do grupo, a tendência será pelo impeachment.

Quando fechava a coluna à voz no telefone de influente informante de Brasília me disse: “Pinho escreve ai, que a Dilma está a caminho do cadafalso. Seus aliados estão indo para o lado oposto”.

Parece-me que o impeachment que andou cabisbaixo por um longo período, está de volta com força total, tudo por conta, mais uma vez das grosseiras manobras dos palacianos, que se comportam, “atirando no próprio pé”, armando situações destrambelhadas nada aconselhadas para o caso que esta em curso.

Uma delas, a decretação do “Estado de Defesa”, o que vem a ser nada mais, nada menos que uma ruidosa e ruinosa, tentativa de barrar as manifestações que influenciaram a volta do impeachment, muito mais do que propriamente das acusações em que petistas e a própria presidente estão envolvidos.