11.3.16

HORROR NO RIO DE JANEIRO: INSALUBRIDADE E DESCASO COM AS ESCOLAS ESTADUAIS [VÍDEO]

ROGER MCNAUGHT -


Nas últimas semanas dezenas de protestos de estudantes da rede estadual de ensino do Rio de Janeiro tem tomado as ruas por todo o estado, porém o que pouco tem sido abordado pelos meios de comunicação tradicionais são as razões para este levante estudantil.

Diante de salas superlotadas, atraso no pagamento dos servidores, cortes no pessoal e na estrutura e para piorar situação altamente insalubre em algumas unidades, os estudantes estão indo quase que diariamente às ruas exigir respeito à comunidade escolar do estado.

Professores – incluindo vários pertencentes ao SEPE, entidade sindical da categoria – tem se somado aos estudantes diante do cenário de calamidade no sistema educacional. Profissionais de noutros estabelecimentos de ensino ligados ao governo do estado, como FAETEC e UERJ também aderiram à greve.

Nesta quinta-feira, dia 10 de março, estivemos em Madureira acompanhando o ato que saiu do colégio Carmela Dutra, e durante o percurso do ato e sua pequena parada debaixo do viaduto de Madureira, entrevistamos estudantes e professores.  O que nos foi relatado foi assustador: problemas de infiltrações na unidade, problemas na merenda escolar e o mais perigoso, problemas na rede elétrica, com fios elétricos expostos.

Ao entrevistar um diretor da entidade sindical dos professores, descobrimos que esta denúncia não é um caso isolado mas sim um problema crônico que coloca em risco nossas crianças e nossos jovens.   E as denúncias continuaram com, pasmem, denúncias de piscinas abandonadas em pleno surto infeccioso de doenças causadas pelo mosquito Aedes Aegypti.

Ao retomarem a caminhada em direção ao parque de Madureira, foi notável o desconforto de agentes da CET RIO que tentaram de toda forma intimidar e coibir o legítimo pleito dos estudantes, ofendendo alunos e professores com termos pejorativos.

Mesmo diante disso, o ato prosseguiu de forma tranquila, recebendo apoio de transeuntes, motoristas e funcionários de lojas que mesmo em horário de serviço foram à frente do ato e dançaram em apoio aos estudantes e suas reivindicações.  No parque de Madureira, o encerramento simbólico do ato se deu à frente do símbolo olímpico, que tanto tem trazido tristeza e descaso à nossa já tão sofrida população.

Continuaremos apurando e colhendo depoimentos sobre os perigos a que nossa população está sendo exposta por mero descaso e má gestão do atual governo do estado.