25.3.16

JORNALISTAS CONTRA O GOLPE. DEPOIS DA DITADURA, OAB APOIA O IMPEACHMENT

Por TEREZA CRUVINEL - Via blog Brasil247 -

É preciso deter o Golpe!

Quem cala consente, não se manifesta, é conivente, é covarde, é passivo, é medroso... esse é o atual “presidente” da ABI. O outro é o ativo, Claudio Lamachia, presidente nacional da OAB, vai protocolar o pedido de impeachment na segunda-feira, na Câmara dos Deputados. (Redação)
A ofensiva política para derrubar a presidenta reeleita em 2014 e deslegitimar o maior líder popular brasileiro culminou nos últimos dias em graves violações das garantias constitucionais.

A pretexto de combater a corrupção, assim como os militares e seus aliados se ancoravam na ideologia da segurança nacional, uma poderosa aliança movida por interesses políticos está levando o Brasil ao limiar da ruptura na ordem democrática erigida pelos que resistiram e derrotaram a ditadura civil-militar.

É inequívoco o papel dos meios de comunicação  nesta ofensiva, ao lado de setores do Judiciário, do Ministério Público, da Polícia Federal e de partidos derrotados em 2014, o que exige da Associação Brasileira de Imprensa a reiteração de seu compromisso com a democracia, a liberdade e o Estado de Direito.

Os jornalistas comprometidos com a verdade e a honestidade na tarefa de informar esperam da ABI um claro posicionamento sobre os acontecimentos em curso e especialmente sobre o desvirtuamento do papel dos grandes veículos, privados ou explorados sob regime de concessão.


No ato dos juristas com Dilma, contra o golpe e em defesa da legalidade, uma das palavras de ordem mais gritadas foi: "a verdade é dura, a OAB apoiou a ditadura". Muitos advogados se dedicaram a defender presos e perseguidos políticos mas a Ordem só saiu da zona de conforto na campanha das diretas.

Agora, está apoiando o impeachment. E se não bastasse, a OAB decidiu apresentar, na próxima segunda-feira, um novo pedido de impeachment contra Dilma Rousseff, este baseado na delação premiada do senador Delcídio Amaral (sem partido-MS). Com base nela, a OAB dirá que Dilma tentou interferir na Lava Jato pelo menos três vezes. Na segunda-feira a comissão do impeachment desistiu de incluir a delação de Dilma por dois motivos aparentes: o risco de mais políticos da oposição aparecerem na delação e a conveniência de aprovar logo o impeachment. Na poeira da troca de governo a Lava Jato perderia impulso e corruptos não-petistas sumiriam na poeira levantada.

Se este novo pedido da OAB for acolhido por Cunha, uma nova comissão teria de ser montada para analisá-lo separadamente.