3.3.16

O IMPÉRIO DA GUERRA

GERALDO PEREIRA -


Dispondo de um exército de mercenários profissionais, bem treinados, e com longa vivencia na profissão, o sistema capitalista, liderado pelos Estados Unidos, e lá sediado, é o grande responsável por milhares e milhares de mortes de homens, mulheres, jovens e crianças, por toda a parte do mundo.

Esses mercenários não têm Pátria, nem coração, são verdadeiros monstros desprovidos de sentimentos nobres. O negócio desses psicopatas é ganhar dinheiro, matando seus irmãos de qualquer nacionalidade, servindo seu grande cliente, responsável por sua vitoriosa existência – Os Estados Unidos!

Eles, os mercenários, nunca ficaram sem trabalho, estão sempre em atividade, em qualquer lugar que o patrão determine, onde os seus interesses estejam em jogo, ameaçados ou não.

De olho no petróleo do Iraque, jogaram esse país, contra o seu irmão, o Irã, uma guerra que teve início em 1980, e só termino em agosto de 1988, sem vencedor, deixando as suas economias em frangalhos sentindo todas as consequências. Os exércitos do Iraque foram armados até os dentes pelos Estados Unidos, uma vez que a Revolução Iraniana em 1979 expulsou do poder o xá Reza Pahlevi, amigo dos Estados Unidos, substituído pelo patriota Aiatolá Khomeini, se inimigo.

Provocar guerras tem sido a grande arma do sistema capitalista. O sistema sabe que tem a imprensa venal em suas mãos, sabem também que ela só tem compromisso com a grana, e o sistema precisa ganhar a batalha da opinião pública. Invadiram o Iraque, estavam de olho no seu petróleo, bombardearam o pais, arrasaram as cidades, e levaram meses a procura do seu líder nacional. O encontraram e o mundo assistiu perplexo pela televisão o seu enforcamento.

Logo, a bola da vez era o presidente da Líbia, Muamar Kadafi, o que fizeram com o Iraque, fizeram com a Líbia, liquidaram com suas cidades, após esse ato covarde, desumano e vergonhoso, foram apanhar o Kadafi vivo, e assassinaram. Agora chegou a vez da Síria, os mercenários estão encontrando muito trabalho pela frente, então o sistema apelou para os países que fazem parte da OTAN, a Síria está praticamente arrasada! Em seu socorro, chegou a Rússia de Putin, se não fosse essa solidariedade, com canhões e aviões bombardeando os mercenários, inclusive o presidente sírio Bashar al-Assad, a muito estaria fazendo companhia a Saddam Hussein e a Kadafi.

Voltemos a História. O sistema capitalista Já em 1950 com a guerra da Coreia, jogando os irmão do sul contra os do norte, numa guerra que durou 3 anos, e que consumiu 3 milhões de coreanos de ambos os lados, e 40 MIL AMERICANOS, essa guerra teve inicio em 25 de junho de 1950 e acabou com cessar fogo em 27 de julho de 1953.

Graças a atuante presença dos partidários da Paz, graças à presença de Elisa Branco, que em pleno desfile militar de 7 de setembro de 1951, desfraldando uma faixa com 5 metros de comprimento e a seguinte frase: “Os Soldados Nossos Filhos Não Irão Para a Coréia”. Por esses ato de extrema coragem, Elisa foi presa e condenada a 4 anos e 3 meses de prisão. Mas não perdemos um só brasileiro, porque conseguimos impedir a sua ida!

Em agosto de 1964, tem inicio a guerra do Vietnã, e em 29 de abril de 1975, ela chega ao fim. Morreram 4 milhões e 300 mil vietnamitas, cambojanos, laos e também 58 MIL AMERICANOS. Essa foi a maior derrota militar dos Estados Unidos.

O regime capitalista nos mostra o seu triste retrato praticamente todos os dias, através de cenas dramáticas, de homens, mulheres e crianças, fugindo da guerra e da morte, e tendo que enfrentar nova guerra, quando heroicamente se lançam em barcos em alto mar sem a menor segurança, conseguem chegar a algum lugar, que lhe permita o direito de viver. Aí têm que enfrentar mais uma nova guerra, contra as forças de segurança, armadas até os dentes, - com cassetetes, bombas, canhões d’água, etc - e que não permitem o livre acesso.

As cenas são o retrato vivo, inequívoco, do pobre e podre regime capitalista. Quem é o responsável por esses crimes contra a humanidade? Quem? Sem dúvida alguma esse regime capitalista, essa coisa pobre, mesquinha.