29.3.16

TRABALHADORES DE POSTOS COM LESÕES CUTÂNEAS FAZEM TRATAMENTO NA FIOCRUZ

Via SINPOSPETRO-RJ -

Trabalhadores de postos de combustíveis no Município do Rio de Janeiro, que apresentam  alterações na pele, estão recebendo atendimento no setor dermatológico do Centro de Estudo da Saúde do Trabalhador e Ecologia Humana (Cetesh) da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz). Eles são monitorados, desde de 2010, pelos pesquisadores do projeto “Caracterização de Riscos Relacionados à Exposição Ocupacional ao Benzeno”, que apresentam reações  da Fiocruz.

Em novembro do ano passado, a Fiocruz firmou uma parceria com o SINPOSPETRO-RJ para estender aos frentistas e funcionários de lojas de conveniência, que participam do projeto, atendimento médico ambulatorial. Em caso de enfermidade, em que não há médico especialista no Cesteh, o trabalhador é encaminhado pela Fundação para tratamento numa unidade do Sistema Único de Saúde.

Segundo o técnico do laboratório toxicológico da Fiocruz, Leandro Carvalho, a queixa mais   comum da categoria é relacionada a lesões cutâneas. Ele diz que o trabalhador é avaliado por um médico do trabalho, antes de ser encaminhado para a especialidade clínica procurada.

ENCAMINHAMENTO
Para iniciar o tratamento no Cesteh, o trabalhador precisa pegar um encaminhamento na sede do sindicato no Grajaú, Zona Norte do Rio. Além da carta de recomendação, o funcionário do posto terá que apresentar na triagem feita pelo Cesteh a carteira de identidade, CPF, cartão do PIS, comprovante de residência e carteira de trabalho ou crachá.

Para solicitar o encaminhamento, o trabalhador precisa entrar em contato com o sindicato pelo telefone (21)2233-9926. A sede do SINPOSPETRO-RJ fica na Rua Uberaba, nº 36, no Grajaú.

PROJETO BENZENO
Mais de duzentos trabalhadores de postos de combustíveis no município do Rio participam do projeto Avaliação da Exposição Ocupacional ao Benzeno, que tem por objetivo detectar os males que o produto tóxico, contido na gasolina, provoca à saúde. A pesquisa compara o grau de risco do trabalhador quando fica exposto a agentes tóxicos, como o benzeno, e a poluição ambiental.

Exames clínicos, realizados na primeira fase da pesquisa, concluíram que 28% dos funcionários, que participam do projeto, apresentaram uma diminuição nos valores de leucócitos no sangue, o que é um efeito característico pela exposição ao benzeno.

*Estefania de Castro, assessoria de imprensa Sinpospetro-RJ.