23.3.16

VÃO CENSURAR SEU ACESSO À INFORMAÇÃO EM BREVE. OPERADORAS DE INTERNET FIXA RESIDENCIAL IRÃO LIMITAR O ACESSO A PARTIR DE 2017, COM AVAL DA ANATEL

ROGER MCNAUGHT -

Sua liberdade de assistir e compartilhar conteúdos livremente está em perigo. As operadoras juntamente com a ANATEL estão modificando a forma de acesso e cobrança para o ano que vem, mesmo sob forte oposição das entidades de defesa do consumidor.   De acordo com o blog especializado www.ti.blog,br (https://www.ti.blog.br/3533/o-problema-da-franquia-de-internet-no-brasil/) que realizou cálculos de consumo baseados na velocidade, em TODOS os planos o acesso compromete a franquia de dados contratada em menos de 24 horas.

Como se não fosse já absurdo o bastante, a ANATEL defende que não apenas seja reduzida a velocidade mas cortado o acesso!  É isso mesmo, você pagará mensalidade para utilizar apenas um dia!

O ministério Público do DF já se manifestou não como contrário à medida, mas exigindo que as empresas informem o consumidor sobre a mudança, o que fará pouca diferença se observarmos que todas as empresas irão aderir ao modelo da mesma forma.

O fato mais relevante e preocupante é a forma como esse controle sobre o fluxo de dados irá afetar quem assiste ou produz vídeos.  O stream de vídeo irá consumir toda a franquia em poucas horas, tornando toda a forma de imprensa via internet baseada em vídeos inviável.

Diante dos recentes protestos que vem varrendo o país desde 2012, sendo a maioria convocada pela internet, não é de se admirar que haja essa preocupação em bloquear o acesso e impedir o fluxo de informações.

Raciocinando um pouco sobre o tema, veremos que essa nova cobrança não tem nenhum caráter econômico, uma vez que durante essa grave crise econômica uma família que compromete parte de seu orçamento com acesso à internet irá invariavelmente rescindir o contrato com a prestadora, pois não poderão se dar ao luxo de pagar uma fortuna para ter apenas um ou dois dias de acesso por mês. Dessa forma, tal medida não irá gerar nenhum lucro para as empresas, mas irá sim excluir boa parte dos brasileiros do ambiente digital, levando o Brasil de volta à era da escravização aos meios de comunicação televisivos tradicionais.