15.3.16

VITÓRIA

MIRANDA SÁ -

“Se no passado se vê o futuro, e no futuro se vê o passado, segue-se que no passado e no futuro se vê o presente” (Padre Antonio Vieira)


Já falei aqui, em vários artigos e mensagens do Twitter, da minha admiração por Bertrand Russell; e para falar sobre o futuro nos dias endemoniados que vivemos, lembro que ele, ao seu tempo – época em que dominava o medo de uma guerra nuclear que ameaçava a existência da vida humana– fez uma projeção futurológica.

Falou Russel sobre as ameaças ao sistema ecológico, com a natureza relegada ao segundo plano pelas sociedades sob domínio de um complexo industrial. Com sutileza de raciocínio, ele disse que basta que se destrua um elemento do sistema ecológico para desequilibrar o sistema inteiro. Este alerta é fundamental para a salvação da humanidade.

Atualmente, quando assistimos às conferências de cúpula, constatamos que as grandes potências – que na realidade mandam no mundo – não apresentam simples alternativas sequer visando interromper o crescente processo de destruição trazido pelo chamado efeito estufa.

As grandes potências marcam passo, mas estudam a formação de um comitê supranacional para combater o efeito estufa, prevenir epidemias e solucionar o êxodo provocado pelas guerras no Oriente Médio.

Enquanto isto, a triste figura do Brasil governado pelo PT fica bem atrás, com sua diplomacia nanica alinhada com ditadores africanos e a pelegada narco-populista submetendo-se ao encalacrado chavismo da “pátria grande”.

Aqui, o desenvolvimento econômico desceu ao subsolo, preso a superadas políticas estatistas e à idéia geladíssima herdada da guerra fria, de que o mundo se divide entre o Norte rico e o Sul subdesenvolvido.

Qualquer leitor de jornal sabe que as desigualdades mundiais são unicamente culturais. Os países mais avançados instruíram-se pela Educação e progrediram graças à tecnologia e a organização social; nós ficamos engessados com a maldita herança do desprezo pelo trabalho.

E o pior de tudo é que a ignorância aduba o solo, fertilizando-o para que a erva daninha do populismo germine e floresça produzindo sementes híbridas pelo cruzamento com a corrupção. Nada mais fácil de ver acompanhando a história do lulo-petismo.

E o povo brasileiro está vendo. Não foi por acaso que seis milhões de pessoas foram às ruas no dia 13 de março, mobilizadas pelas redes sociais. Acima de legendas partidárias, ideologia, concepções filosóficas ou religiosas fomos às ruas revoltados com a estreiteza do PT-governo, do despreparo de Dilma e da desonestidade flagrante de Lula.

Adotando o princípio de roubar o máximo no menor tempo possível no seu imediatismo, a hierarquia petista, sonha com carros de luxo, apartamentos triplex e sítios de cinema. Os comissários que ainda não estão na cadeia, continuam no governo, desesperados, mas se segurando para não perder as oportunidades de faturar que o poder oferece.

Para se salvar agarram-se aos métodos mais imorais – e alguns ilegais – para salvar os corruptos do partido denunciados pela Lava Jato, como é o caso de Lula, na possibilidade de ser nomeado ministro para escapar da Justiça comum.

Os milhões de patriotas da onda verde-amarela que cobriu o País ganharam, sem dúvida, o combate do dia 13. Conquistou-se uma vitória; mas temos diante de nós outras batalhas. Para o domingo passado, estudamos estratégia com Sun-tzu, Maquiavel e Clausewitz; mas olhando o futuro vamos relembrar a prédica do padre Antonio Vieira relativa ao tempo. A nossa vitória no presente foi fruto da nossa organização do passado e nos fortalece para conquistar o futuro.