6.4.16

AÇÕES SINDICAIS: Trabalhadores paralisam as atividades nas Casas Bahia; Loja A Colorida pratica assédio moral e descumpre CLT

Via SINDICATO DOS COMERCIÁRIOS-SP -

Vendedores e montadores das Casas Bahia paralisaram as atividades em várias lojas e postos de serviços de montagem na capital e na Grande São Paulo. No dia 1º de abril, a ação aconteceu em duas lojas de Guarulhos; no dia 02, em São Miguel; e nos dias 4 e 5 foi a vez do posto de serviços da Freguesia do Ó parar.

Os vendedores alegam que, como o Grupo Via Varejo mudou o sistema de fornecimento e consulta nos terminais das lojas, eles não conseguem acessar suas vendas, produção, holerites e o banco de horas. O acesso é restrito apenas aos gerentes da loja. Além disso, a empresa também só está pagando as comissões quando o depósito entrega as mercadorias para os clientes.

Já os montadores reclamam pela falta de ferramentas e a promessa de reposição que já dura mais de dois anos, além de:

- falta de fornecimento de uniformes;
- descontos nos salários, mesmo com atestados médicos, paternidade, etc.;
- mais de sete anos sem aumento nos vales alimentação e refeição;
- ausência de reajuste na tabela de montagem dos móveis;
- falta de reajuste no auxílio-combustível.

O Sindicato dos Comerciários de São Paulo convocou uma reunião com a Via Varejo. A empresa compareceu na data de hoje, 5 de abril, e levou a pauta de reivindicação dos empregados para análise, devendo retornar com um parecer no próximo dia 8.

Loja A Colorida pratica assédio moral e descumpre CLT

Uma comerciária da loja A Colorida foi advertida e teve o dia descontado por atrasar quatro minutos do início de sua jornada. Ao comunicar o ocorrido ao departamento jurídico do Sindicato dos Comerciários de São Paulo, a empregada foi informada de que a empresa havia descumprido uma norma da CLT (legalmente, todo trabalhador tem direito a, pelo menos, 10 minutos de tolerância diários) e a penalizou duplamente com a advertência e o dia descontado.

A Colorida já tem histórico de denúncias no jurídico desta entidade sindical por prática de assédio moral.

A empresa foi orientada pelo Sindicato a retificar o ocorrido, mas demitiu a funcionária no mesmo dia, o que caracteriza uma prática antissindical.

Sendo assim, no dia 04 de abril, o Sindicato realizou um ato em frente ao estabelecimento para exigir o cumprimento dos direitos trabalhistas, o fim do assédio moral e das práticas antissidicais.

Na ocasião da manifestação, outras irregularidades foram reveladas:

- a loja não tem refeitório;
- não tem água para consumo dos empregados;
- vale-transporte insuficiente para a locomoção;
- desvio de função – vendedora é faxineira;
- não pagou os benefícios pelo trabalho aos domingos em novembro e dezembro.

No próximo dia 14, o representante da loja deverá comparecer ao Sindicato e apresentar soluções para os problemas. Também deverá garantir o aviso-prévio indenizado para a comerciária demitida, evitando mais constrangimentos.