12.4.16

APÓS AMEAÇA DE REINTEGRAÇÃO DE POSSE, ESTUDANTES REALIZAM UMA COLETIVA DE IMPRENSA [VÍDEO]

ROGER  MCNAUGHT -


Estudantes da escola estadual Medes de Moraes (RJ), no bairro da Ilha do Governador, realizaram na noite desta segunda-feira uma coletiva de imprensa com diversos veículos de comunicação afim de esclarecer pontos abordados na decisão judicial que havia garantido a reintegração de posse da escola ocupada.

Até o momento da coletiva ainda não havia sido suspensa tal reintegração, e os estudantes rebateram ponto a ponto as alegações presentes na decisão, abrindo espaço para perguntas dos jornalistas presentes. O que surpreendeu a todos foi a tentativa de obstrução realizada por pessoas que se identificavam como estudantes contrários à ocupação, acompanhados de outras pessoas que usando das mais diversas alegações tentaram invadir a ocupação e impedir o bom andamento da coletiva de imprensa.

Mesmo com muito diálogo por parte dos estudantes ocupantes, o clima de tensão se manteve até pouco antes do início da coletiva – sendo que esta ocorreu sem maiores incidentes, a não ser por duas equipes de reportagem de emissoras de tv aberta que se retiraram após não conseguirem dos estudantes alguma afirmação que os comprometesse.

Após o término da coletiva, esses supostos estudantes contrários à ocupação se retiraram, porém alguns lançaram palavras ofensivas e provocadoras contra professores presentes, com deboche e falta de respeito à uma professora em particular, insinuando algo sobre processo judicial.

Vale lembrar que as equipes de reportagem, bem como todos os presentes, foram tratados com respeito pelos estudantes e as pessoas contrárias à ocupação foram as que a todo instante tentaram causar confusão e tumulto. Há algo de bem errado neste movimento de “desocupa”.

Observem as imagens das folhas da decisão emitida pelo Desembargador de plantão Sérgio Seabra Varella, nelas fica evidente que houve inobservância na decisão anterior sobre os fundamentos mais básicos que norteiam o movimento de ocupações, havendo a necessidade do desembargador anular o efeito de tal decisão anterior que determinava a reintegração de posse.

Estaremos de olho!