12.4.16

POETAS E POESIAS DE ONTEM E HOJE

CELLY ADELINA -

OUTONO
Reconhecer a beleza da vida,
Nessa hora que se lhe escapa
pelos vãos dos dedos,
Do nascer ao por do sol,
Estrelas, firmamento, folhas caídas
Síndrome de outono,
Percebê-la indo,
perdendo o protagonismo
Amores, agora  lembranças  na mente
Telas já acabadas
Enfeitam o tempo, 
final da cena
desapego
Já não machucam o coração
Outra obra,
aos poucos forjada
Úmida não escorre
Vai fincando a pele
Preenchendo de risos,
Gozo,
De tão bela chega a doer,
nascer à  eternidade
poema,
última página
do longo romance.
Sofrer da vida
Que  escapa
Estica  as mãos e seus dedos
E convida à dança
Devo ir
Só na alegria
E só.


***
CRUCIFICA

Mas que mal ele te fez?
Algo como corte
Que se vai fechando
Ainda sensível.
Já é possível resistir.
Forte o bastante
Para suportar outro açoite?
Mas, há resistência!

“Crucifica-o!”
 Eles gritam,
Calúnias, meias verdades e mentiras.   

Ódio ou Medo?

“Crucifica-o!”

Destruí este templo, e, em três dias, Eu o reconstruirei"