11.5.16

A BATALHA: IMPEACHMENT OU GOLPE DE ESTADO?

ALCYR CAVALVANTI -

"Como será o amanhã? Responda quem souber
O que irá me acontecer? O meu destino será como Deus quiser"
(Samba da União da Ilha- João Sérgio)


O que será do amanhã para mais de 200 milhões de brasileiros? Ninguém sabe o que vai acontecer (se é que algo vai acontecer) depois de quinta feira dia 12 de maio de 2016, um dia que vai ficar para a história, seja como um golpe minuciosamente planejado desde a derrota nas urnas, seja pelo desvio da presidente em crime de responsabilidade nas chamadas pedaladas fiscais. A sessão para ter inicio com exposição da senadora Ana Amélia foi precedida por várias questões de ordem  que atrasaram por mais de uma hora os debates. Michel Temer, que deverá ser presidente a partir de amanhã dia 12  vai fazer o mesmo da mesmice. Vários ministros e políticos já tiveram passagem não muito eficiente em governos anteriores seja pela direita seja por uma pretensa esquerda, que de socialista não tem nada. Moreira Franco de triste passagem pelo governo estadual do Rio de Janeiro foi ressuscitado por Lula/Dilma desde o controle do dinheiro da Caixa Econômica até o controle dos aeroportos do país. Roberto Jefferson é outro que voltou da tumba, qual a "volta dos que não foram" depois de amargar as delícias dos cárceres cariocas.

Um político de pouca ou nenhuma projeção a nível nacional é guindado á presidência da Câmara, na possibilidade de assumir o mais alto posto, organiza o caos, e tenta impor uma típica "Operação Tabajara" digna do Casseta e Planeta. Seria cômico se não fosse uma tragédia para todos nós. Nuvens densas, muito pesadas rondam não só por Brasília mas se estendem por todo país. Políticos desorientados e extremamente equivocados proferem discursos estapafúrdios que ninguém entende, nem eles mesmos, em uma típica "conversa jogada fora" ou no popular "papo de maluco", onde muito se fala e nada de fato é dito. O Brasil qualquer que seja o dia de amanhã sai perdendo, o problema do desemprego dificilmente vai ser resolvido, nem sequer atenuado, a saúde vai continuar a contribuir para aumentar o número de sepulturas, aposentados ficarão á mingua, escolas continuarão abandonadas e uma geração ficará perdida, sem perspectivas de dias melhores devido à incúria dos governantes. O Brasil precisa de um milagre, de alguém que acredite na democracia, mas na autêntica democracia, baseada na fraternidade, na solidariedade e na justiça social para todos sem distinção.