24.5.16

A PRINCIPAL CAÇADA TEM O OBJETIVO DE ABATER LULA

DANIEL MAZOLA -

A mira das elites continua calibrada e precisa, lugar comum. O foco agora, ou obsessão da mídia hegemônica, é o rombo orçamentário recorde de R$ 170,5 bilhões anunciado pelo ministro Henrique Meirelles - outrora homem público admirado por Lula (sic). Era o Lulinha paz e amor, que agora paga caríssimo pelo amplo pacto social que promoveu, cheio de concessões e poucas restrições.
Caçado dia e noite, principalmente por autoridades e empresas de comunicação, agora tentam provar se Lula mantinha relação estreita com o banqueiro André Esteves (sic), essa é a nova linha de investigação da Lava Jato. O ministro Teori Zavascki, relator da Lava-Jato no STF mandou incluir outras "provas" no inquérito do ex-presidente. Precisam prendê-lo e promover sua execração pública, as ordens vêm principalmente dos EUA, decadente e ávido por novos "negócios". Os novos elementos surgiram a partir da delação premiada do ex-senador Delcídio Amaral.
Além de ser alvo de inquérito no STF, o banqueiro será investigado também na primeira instância. Teori enviou para o juiz Sérgio Moro indícios de irregularidades relacionadas ao embandeiramento dos postos BR do grupo empresarial de Carlos Santiago e André Esteves. André Esteves também se enrola em outro ponto da delação de Delcídio do Amaral. Na versão do senador cassado, Esteves e o presidente afastado da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), mantêm negócios escusos envolvendo a apresentação de emendas parlamentares nos textos de medidas provisórias.
O advogado Antônio Carlos de Almeida Castro, o Kakay que defende André Esteves e outros ilustres milionários enrolados na Lava Jato, reclama da decisão judicial: "O André Esteves nem pode ser investigado em relação a isso, porque a relação dele com o Instituto Lula é absolutamente formal, no mesmo parâmetro que se relaciona com outros institutos, inclusive o do Fernando Henrique. Ninguém pode ser investigado porque doou R$ 1 milhão, sendo que doou para outras instituições da mesma forma. Acredito que há um excesso na investigação, que expõe desnecessariamente uma pessoa correta e um grupo correto. Estamos vivendo uma certa irracionalidade no país".
Lula cometeu erros óbvios, mas não pode pagar pelo prejuízo que não causou, evidentemente querem tirá-lo de uma possível disputa para voltar pela terceira vez à presidência da República. O ex-senador delator Delcídio trocou sua saída da prisão e o abrandamento de suas penas, além de uma redução substancial dos valores a serem devolvidos à União e à Petrobras, por atitudes levianas e acusações mentirosas.
A emancipação dos trabalhadores será obra dos próprios trabalhadores”, palavras do barba dos barbas, Karl Marx. Até a vitória!