19.5.16

A UGT DEFENDE IMPOSTO COM DESTINO CERTO

Via UGT -

A União Geral dos Trabalhadores (UGT), segunda maior central sindical brasileira, vem acompanhando atentamente a situação econômica do País e as diversas propostas feitas pelo atual governo do presidente interino Michel Temer. Muitas vão contra o pensamento da central e atingem diretamente a classe trabalhadora e seus direitos adquiridos, o que não podemos aceitar como solução.

Sabemos que muito precisa ser feito e modificado, como os nossos sistemas previdenciário e tributário, por exemplo.

É de conhecimento público que a Previdência acumula déficits, comprometendo o futuro daqueles que vão se aposentar, mas este é um mecanismo que tem um lado social fundamental para nossa sociedade, já que abriga aqueles que não tiveram a oportunidade de contribuir normalmente como o caso dos trabalhadores rurais, os pescadores e outros tantos.

O sistema tributário brasileiro é regressivo, em relação à renda individual, ou seja, ele é voraz e penaliza o salario do trabalhado. Os que ganham menos pagam relativamente mais tributos do que os que ganham mais. Assim não podemos apoiar a criação de mais impostos que venham a estrangular o poder aquisitivo da população, o que afeta, diretamente, a economia brasileira, aumenta o grave problema da má distribuição de renda, entre outros fatores que, como um efeito dominó, serão desencadeados.

Desta forma a UGT apoia a criação de um imposto progressivo, ou seja, ganha mais, paga mais, a ser cobrado das operações financeiras e isentando os salários dos trabalhadores, que serão protegidos pela conta salário, tendo o mesmo sistema adotado para os aposentados. Algo como a antiga CPMF, porém carimbada e com destino certo.

Como contrapartida, a central sugere a eliminação do COFINS, Contribuição para Financiamento da Seguridade Social, instituída pela Lei Complementar 70 de 30/12/1991 e que incide sobre tudo aquilo que compramos ou contratamos.

Assim, o que a UGT defende é o imposto para quem ganha mais e eliminar aquele que atinge a todos, penalizando apenas os que recebem menos, que é a Cofins.