16.5.16

ARCO ÍRIS

MIRANDA SÁ -

“Você nunca achará o arco-íris, se você estiver olhando para baixo”.
(Charles Chaplin)


Uma infalível lei da natureza, observada até na pré-História, reza que “Depois da Tempestade, vem a Bonança”. É o que vivemos agora com o fim do ciclone arrasador do PT-governo à frente dos destinos do Brasil. E também não falha o surgimento do Arco-Íris…

Sob a luminosidade solar ocorre o fenômeno das gotículas d’água formando o arco colorido com as cores primárias; e aí está o exemplo de união que os brasileiros devem seguir por um governo de salvação nacional, transparente e confiável.

Todos devemos nos mobilizar e também apresentar reivindicações e aconselhamentos, partindo do princípio de que é preciso acelerar as investigações contra a corrupção; e a fórmula de partida é o lema que está em todas as cabeças: “Ou se prende Lula ou se desmoraliza a Lava-Jato”.

Com a ascensão de Michel Temer e suas promessas de mudança, estamos na metade do caminho que nos leva à faxina completa da sujeira lulo-petista. Seguimos a trilha da Operação Mãos Limpas (Mani pulite) que o juiz Giovanni Falcone coordenou na Itália e foi conduzida pelos órgãos de segurança pública e o Ministério Público italianos.

Talqualmente como ocorre aqui, com a Polícia Federal e o Ministério Público realizando as investigações para o juiz Sérgio Moro que trazem uma carreta carregada de provas contra a organização criminosa chefiada por Lula da Silva. Já bastariam para basear o processo dele e dos chefetes orgânicos que assumiam as tarefas criminosas.

É visível e impressionante a teatralidade cênica dos protagonistas deste filme policial, com Lula e os seus íntimos, a ‘assessora’ Rosemary Noronha, seus filhos, José Carlos Bumlai, Léo Pinheiro e Palocci agindo numa articulação perfeita.

Na representação da Presidência da República em São Paulo, Rosemary traficava influência descaradamente levando o produto das transações para o Exterior; debaixo da saia da mamãe Marisa, os rapazes, principalmente o primogênito, mandavam brasa.

Do grupo fechado de Lula, empreiteiros e lobistas fariam inveja a Al Capone. O mais chegado, Léo Pinheiro, da OAS, dançava e rolava em companhia do ganancioso roedor Lulinha e seus sócios Jonas Suassuna e Fernando Bittar, envolvidos em falcatruas, onde se inclui o famoso sítio de Atibaia.

Léo, que disse ter sofrido ameaça de morte na penitenciária de Curitiba, entrou no rol da delação premiada, apontando o enriquecimento de Lulinha, a arrecadação rotineira do tesoureiro do PT, João Vaccari Neto e uma pá de políticos da base aliada do PT-governo.

Bumlai participava do círculo familiar dos Lula da Silva. Fazia intermediações com lobistas e empreiteiros no esquema de propinas da Petrobras, beneficiando pessoas ligadas ao ex-presidente e hierarcas do PT, como André Vargas e Cândido Vacarezza.

Na CPI da Petrobras, abortada pela desonestidade de vários parlamentares, inclusive da dita ‘oposição’, Bumlai atuou comprando consciências para livrar a cara de Lula, Zé Dirceu e Gilberto Carvalho, sendo depositário dos R$ 6 milhões da Petrobras repassado de uma conta de Marcos Valério. O dinheiro foi destinado a um cala-boca de chantagista que guardava segredos sobre o assassinato de Celso Daniel.

Esse ‘imbróglio’ mostra a conexão entre o Mensalão e o Petrolão no vendaval de corrupção que assolou o País enlameando o PT-governo e a antiga cúpula petista no mandato de Lula e posteriormente no de Dilma.

Por tudo isso – e algo mais, pois só abordamos a privacidade do ex-presidente e a particularidade do seu relacionamento com empreiteiros, outras figuras, como Marcelo Odebrecht, têm muitas histórias para contar.

A continuidade da investigação pela Lava-Jato, está garantida no primeiro pronunciamento público de Michel Temer, e após a tormenta lulo-petista, faz parte do cenário de tempo favorável às mudanças que os brasileiros exigem.

A nova ortografia tirou o hífen do “ARCO ÍRIS”, mas não elimina a nossa esperança da formação de uma frente ampla de todas as cores da natureza pela Salvação Nacional.