24.5.16

EM BRASÍLIA, GREVE DOS FRENTISTAS ENTRA NO SEGUNDO DIA

Via FENEPOSPETRO -


A greve dos frentistas de Brasília –DF entra no 2° dia nesta terça-feira (24) com adesão massiva dos trabalhadores, e com o apoio da Federação Nacional dos frentistas – Fenepospetro, da Força Sindical, entre outras entidades. Segundo o sindicato da categoria, pelo menos 100 dos 322 postos de combustíveis da cidade aderiram ao ato  dessa segunda-feira, cujo início foi decretado em Assembleia da categoria no último dia 15. Nesta terça-feira, as 17huma reunião no Tribunal Regional do Trabalho vai  definir, junto ao Sinpospetro-DF e o Sindicombustíveis-DF (patronal), o dissídio e também os  rumos da paralisação.

De acordo com Carlos Alves dos Santos, presidente do Sinpospetro-DF, os  8 mil trabalhadores em Postos de Cobustíveis de Brasília reivindicam reajuste de 21,5% nos salários, correção de 40% na participação sobre lucros e resultados e aumento do vale-alimentação de R$ 13 para R$ 20 retroativo a 1º de março, data-base da categoria. Os empresários, no entanto, se mantêm irredutíveis e oferecem reajuste de 6% sobre os salários e de 1% no tíquete-refeição. Atualmente, o salário médio mensal dos frentistas é de R$ 1.222,67. Já lavadores, enxugadores, borracheiros e aqueles que fazem serviços gerais ganham R$ 1.086,99.

SINDICATO DENUNCIA  ABUSO DE PODER  POLICIAL

Diversas denúncias de casos de abuso de poder por parte dos  policiais civis e militares que dos postos e das ruas acompanhavam a paralisação chegaram ao Sinpospetro-DF durante oda o dia desta segunda-feira (23).  A greve é pacifica, o  sindicato está cumprindo a Lei de Greve, e 30% dos postos seguem funcionando, mas ainda assim, segundo o Sinpospetro-DF, trabalhadores em greve foram em diversos momentos hostilizados por policiais que tentavam   intervir no direcionamento do comando do movimento grevista e impedir assim  que o posto permanecesse fechado.

O presidente do Sinpospetro-DF, Carlos Alves dos Santos, informou que  nesta terça-feira (23) vai levar a  denúncia ao Ministério Público do Trabalho e também à Comissão de Direitos Humanos, para que os fatos sejam apurados: “ É clara tentativa de intimidar e impedir o trabalhador de exercer o direito de greve, seu único instrumento de luta por melhores condições de salário” analisou.

*Assessoria de Imprensa Fenepospetro - Leila de Oliveira.