9.5.16

HERÓIS

MIRANDA SÁ -

“Quando o ideal desaparece, os civilizados erguem as mãos para o céu exclamando que morreu o próprio Deus” (Jean Izoulet)


O Partido dos Trabalhadores começou como um partido de novo tipo; mas, com origem camaleônica virou pelo fanatismo preguiçoso e obediente dos seus seguidores, uma seita cultuando a personalidade de Lula da Silva. E revelou-se agora uma organização criminosa que assiste o crepúsculo do seu “deus”.

Falsos profetas e heróis do PT estão presos por corrupção ativa e passiva, falsidade ideológica, formação de quadrilha e lavagem de dinheiro; estão à espera na cadeia pelos outros ainda não julgados pelo tribunal da faxina.

Os heróis autênticos cultuados nas mitologias ocidentais antigas, greco-romana e nórdica, cumpriam missões onde os deuses não podiam atuar impedidos de interferir no destino dos mortais. Eram personalidades híbridas de homens e deuses superiores aos humanos em força, inteligência e velocidade, mas não eram imortais como os deuses.

Como disse alguém, os heróis adquiriam com as façanhas realizadas, ‘uma dimensão semidivina’. Ao contrário dos mitos universais, os ‘heróis’ da mitologia lulo-petista no Brasil limitaram seus feitos a roubos; nunca passaram de reles ladrões de ponto de ônibus, gângsteres assaltantes de bancos ou prevaricadores e corruptos passivos na administração pública.

O escritor escocês Thomas Carlyle, que escreveu “Os heróis, o culto dos heróis e o heroico na História”, abriu um leque de análises sobre literatura, política, religião e propôs para o estudo periódico da História Moderna três momentos revolucionários:

O primeiro veio com o protestantismo combatendo a soberania papal; depois, a revolta dos puritanos ingleses contra a soberania dos reis; e, por fim, a Revolução Francesa abolindo todas as espécies de soberania.

É de Carlyle o enaltecimento ao “Culto dos Heróis”. Para ele, este culto sempre existiu através dos tempos e, quando surge um herói, trata-se de “uma revelação singular”, pois que vem para reconhecer a igualdade entre os homens e para manter a Ordem.

Se Carlyle tivesse conhecido a bandeira brasileira republicana aplaudiria seu dístico “Ordem e Progresso”. Em respeito à Bandeira Nacional não podemos admitir como herói uma criatura da desordem. É impensável respeitar quem atue para se perpetuar no poder, para garantir a soberania totalitária de um partido e para enriquecer seus hierarcas através da fraude, da demagogia e do roubo?

Somente uma mente nascida com limitação anatômica cerebral ou intoxicada por uma ideologia distorcida pode comparar Hércules, Jasão, Orfeu, Perseu, Polux com Zé Dirceu, Genoíno, Delúbio, Silvinho e Vaccari…

A miopia político-ideológica dos lulo-petistas é apreciada vendo o seu desespero por perder os benefícios e vantagens que o governo corrupto lhes oferece. Por isso pregam a desordem e a dissolução da administração pública para impedir a governabilidade do sucessor de Dilma.

É escancarada a mobilização de sabujos black-blocs, pelegos da CUT, MST, MSST, UNE, UBES e tentáculos menos votados de entidades sovadas pelo dinheiro público para uma ação do heroísmo às avessas, a subversão da ordem pública.

Destoa na Mitologia greco-romana a figura de Dionísio ou Baco, também o filho de um deus. Em vez de se destacar como os heróis, a figura abjeta da sua embriaguez nos lembra Lula da Silva; e ao seu lado lembramos a monstruosa Quimera, metade mulher, metade jararaca, que o herói Belerofronte matou para resguardar a felicidade do povo.

Entre os heróis mitológicos, enalteço Jasão e os argonautas, comparando-o à pessoa do juiz Sergio Moro e aos patriotas independentes da Polícia Federal e do Ministério Público. Estes não deixam a chama olímpica do ideal se apagar enfrentando os monstros que queriam dominar o País através da corrupção.