25.5.16

SOB PRESSÃO, PATRÕES CEDEM E TERMINA A GREVE DOS FRENTISTAS DE BRASÍLIA

Via SINPOSPETRO-RJ -

A greve dos oito mil trabalhadores de postos de combustíveis do Distrito Federal chegou ao fim nesta terça-feira(24), após acordo com o Sindicato Patronal. A paralisação afetou 180 dos 322 postos da Capital do país, causando grande prejuízo aos patrões. A categoria conquistou reajuste salarial de 11,10%, o que representa aumento real de 0,68% nos salários. O aumento é retroativo a 1º de março, data-base da categoria. O presidente do SINPOSPETRO-RJ, Eusébio Pinto Neto, participou, na segunda-feira, do primeiro dia de greve interditando postos e conclamando a categoria para aderir o movimento.


Além do aumento salarial, os frentistas do Distrito Federal vão receber R$ 1 mil de Participação Nos Lucros e Resultados (PLR). O benefício será pago em duas parcelas. O ticket refeição também  subiu de R$ 13,00 para R$ 14,50. A paralisação foi crucial para o fechamento do acordo, já que as empresas ofereciam apenas 9% de reajuste salarial.

O presidente do Sindicato dos Frentistas do Distrito Federal, Carlos Alves dos Santos, comemorou   o fechamento do acordo. Ele disse que o reajuste foi satisfatório porque diante da crise  econômica, os frentistas tiveram um ganho acima da inflação. Segundo ele, o sucesso da primeira greve da categoria se deve aos trabalhadores que aderiram ao movimento e não se intimaram diante da pressão dos patrões e da presença da polícia, que fazia a segurança em alguns postos.

Os dirigentes da Federação Nacional dos Frentistas (FENEPOSPETRO) reforçaram a paralisação. Para o presidente do SINPOSPETRO-RJ, a participação da categoria faz toda a diferença na hora da negociação. Segundo Eusébio Neto, a greve terminou antes da audiência de conciliação marcada para a tarde desta terça-feira( 24), no Tribunal Regional do Trabalho do Distrito Federal. “ Os patrões que, antes, ignoravam a reivindicação dos trabalhadores, voltaram atrás, e  cederam por causa dos prejuízos. A greve é o único instrumento de pressão que o trabalhador tem para fazer valer os seus direitos, mas para chegar a esse movimento é preciso que a categoria esteja mobiliza  e unida ao sindicato.  Quem faz a greve é o trabalhador, por isso participação da categoria é importante para se alcançar a vitória”.

*Estefania de Castro, assessoria de imprensa, Sinpospetro-RJ.