4.6.16

APELO A UM POETA

GERALDO PEREIRA -


Não vou apelar para o advogado, depois ministro e agora jurista. Que este sentido apelo, seja dirigido ao acadêmico, membro da Academia Sergipana de Letras, nosso simpático Aires de Brito, ex-ministro do Supremo Tribunal Federal do nosso País.

Ele é poeta, e como todo poeta é bondoso e sensível às coisas do espírito e da inteligência, oxalá, também o seja, com relação aos problemas da Pátria. Aí tenho as minhas dúvidas!

Essas dúvidas, justifico-as, principalmente agora, ao tomar conhecimento de que ele foi a única grande autoridade brasileira, que por duas vezes, recebeu os componentes da Auditoria Cidadã da Divida. Esses admiráveis brasileiros, patriotas convictos, tendo à sua frente essa valorosa e respeitável patrícia  Maria Lúcia Fatorelli, sua coordenadora, e que, há anos coloca a serviço da Pátria os conhecimentos adquiridos como auditora fiscal, tendo se aposentado e ampliado com rara firmeza esses conhecimentos, a fim de adquirir a autoridade moral para denunciar, como vem fazendo, as falcatruas de todos os tipos, que a banqueirada pratica contra a nossa Pátria.

Maria Lúcia Fatorelli, tem uma agenda cheia de compromissos nacionais e internacionais, sedo constantemente requisitada para proferir palestras e debates, dentro e fora do País.

Tendo inclusive assessorado o governo do Equador a resolver os problemas de sua dívida, com muito êxito e mais recentemente o governo da Grécia, em sua luta heroica, contra o roubo de suas economias, pela banqueirada internacional incansável na sua fome de enriquecimento ilícito, contando, evidentemente, para isso, com o total apoio dos órgãos internacionais, criados com esse fim e objetivo e que lhe dão sustentação ao podre regime capitalista que aí está, pontificando no mundo. Levando a miséria, a fome, e a destruição aos quatro cantos do mundo, torturando, matando milhões de seres humanos, destruindo cidades e países, sem dó e piedade. Preparando golpes, como estão fazendo com o Brasil, nos dias de hoje.

O regime podre que aí esta, assassina covardemente todos aqueles que de uma maneira ou de outra crie qualquer obstáculo no seu caminho.

Liquidaram com a vida de Saddam Hussein e Muammar al-Gaddafi, há anos vem destruindo a Síria, loucos para assassinar também o seu presidente, Bashar al-Assad.

No Brasil, dominando completamente a mídia, que se esforça cada vez mais, em ser cada vez mais venal. O que vemos são os seus políticos, homens públicos de péssima qualidade, silenciarem do problema principal do país a sua altíssima dívida pública. Não ouço uma só voz, uma só autoridade dos Três Poderes, parece até que eles não têm compromissos com a Nação.

Voltando ao excelente poeta, a quem dirijo esse apelo. Meu poeta, o senhor tem autoridade, não só pelo alto cargo que exerceu, mas pela sua luta contra a ditadura e o arbítrio que se instalou no Brasil em 1964.

Pelo seu corajoso voto, quando no plenário do Supremo se discutia a Anistia, se os torturadores e assassinos tinham direitos a ela. Estou convicto que a sua voz, pode mudar esse quadro tão vergonhoso farão os homens públicos tomarem coragem para defender a sua pátria. Lutar contra essa mentira, essa farsa, esse engodo que estamos vivendo há muito tempo. Produto, sem dúvida alguma, dessa mídia descompromissada com os interesses do povo e da Nação.

Como se justifica, meu caro poeta, que um assunto tão sério como a dívida do País, os dirigentes da Auditoria Cidadã da Divida, não consigam com as autoridades uma entrevista. Há dois anos, esse grupo de patriotas, tendo à sua frente essa admirável mulher brasileira Maria Lúcia, andam procurando o Procurador Geral da República, sem encontra-lo, sua excelência não tem tempo.

O assunto da dívida do Brasil é muitas e muitas vezes superior a Lava Jato, até no roubo que há muitos anos sofremos. A Lava Jato, meu caro poeta é fichinha, diante do assalto que estamos vivendo há mais de uma década praticada pela banqueirada. Estamos falando, meu caro poeta, de trilhões de reais, desviado tudo oficialmente, há anos, obedecendo as filigranas do Direito, tudo dentro da Constituição, sem que as altas autoridades levantem as suas vozes, procurem ouvir quem estudou e estuda há anos toda documentação no Brasil e no exterior, porque não ouvi-los?

Precisamos meu caro poeta, acabar definitivamente com a falta de vergonha e de responsabilidade dos nossos homens públicos. Principalmente dos Três Poderes, que são afinal de contas, ou deveriam ser a consciência pensante do Brasil. Deus se apiede de nós!