14.6.16

CONSELHO DE ÉTICA APROVA PARECER PELA CASSAÇÃO DE EDUARDO CUNHA

REDAÇÃO - atualizado às 23h49 -


Depois de mais de sete meses de discussões, o Conselho de Ética da Câmara acaba de aprovar, por 11 votos a nove, o relatório do deputado Marcos Rogério (DEM-RO) pela perda do mandato de Eduardo Cunha (PMDB-RJ).

Tia Eron surpreende e vota a favor do relatório de Marcos Rogério pela perda de mandato do presidente afastado da Câmara. Outro aliado de Cunha, Wladimir Costa votou em seguida também pelo afastamento.

O pedido de cassação agora precisa ser aprovado em plenário pelo voto de ao menos 257 dos 513 deputados. Antes, a defesa de Cunha tem 5 dias para recorrer à CCJ (Comissão de Constituição e Justiça) da Câmara sobre eventuais falhas na tramitação do caso. Apenas depois do recurso é que o conjunto dos deputados decide sobre a perda do mandato.


Veja como votaram os deputados:

CONTRA O RELATÓRIO
Alberto Filho (PMDB-MA)
André Fufuca (PP-MA)
Mauro Lopes (PMDB-MG)
Nelson Meurer (PMDB)
Sergio Moraes (PTB-RS)
João Carlos Bacelar (PR-BA)
Laerte Bessa (DEM-DF)
Washington Reis (PMDB-RJ)
Wellington Roberto (PMDB-PB)

A FAVOR DO RELATÓRIO
Paulo Azi (DEM-BA)
Tia Eron (PRB-BA)
Wladimir Costa (SD-PA)
Léo de Brito (PT-AC)
Valmir Prascidelli (PT-SP)
Zé Geraldo (PT-PA)
Betinho Gomes (PSDB-PE)
Júlio Delgado (PSB-MG)
Nelson Marchezan Jr. (PSDB-RS)
Sandro Alex (PSD-PR)
Marcos Rogério (DEM-RO)

Leia a nota de Cunha:
“Com relação a aprovação do parecer do Conselho de Ética tenho a declarar:
1. Um após inúmeras manobras de adiamento, o presidente do conselho de ética finalmente se meteu o processo a votação;
2. O processo foi tudo produzido com parcialidade, com nulidades gritantes, incluindo o próprio relator, que não poderia ter proferido parecer após ter se filiado a partido integrante de bloco do meu partido.
essas unidades serão todas objeto de recurso com efeito suspensivo a CCJ, onde, tenho absoluta confiança, esse parecer não será levado adiante;
3. Também confio que, em plenário, terei a oportunidade de me defender e de reverter essa decisão.
Repito: sou inocente da acusação, a mim imputada pelo parecer do conselho de ética, de mentir a uma CPI.

EDUARDO CUNHA”