4.6.16

DUPLA REJEIÇÃO?

CARLOS CHAGAS -


Caso 54 senadores, ou menos, venham a votar contra o impeachment de Dilma Rousseff, no próprio dia da votação ela subirá outra vez a rampa do palácio do Planalto. Se forem 55, ou mais, Michel Temer fica onde está, passando de interino a definitivo no exercício da presidência da República.

Parecia afastada, ontem, a hipótese da eleição imediata de um novo presidente, nem Dilma nem Temer. Dependeria da aprovação de emenda constitucional, pelos dois terços do Congresso.

Como no início da semana parecia estar crescendo a terceira proposta, melhor aguardar. Afinal, pode crescer o número de deputados e senadores infensos a rejeitar tanto uma quanto outro.

Fica difícil especular a respeito de outras reformas nas instituições, ainda que melhor oportunidade não exista para a reforma política. Primeiro, optar sobre o regime: parlamentarismo, presidencialismo ou um sistema misto, onde o presidente da República não mande mais, porém  menos do que o atual? Voto distrital? Limitação do número de partidos? Unicameralismo?  Fim do estado federativo?  Monarquia? Redivisão territorial?