21.6.16

ENTREVISTA - RICARDO PATAH, PRESIDENTE DA UGT, FALA SOBRE A PROFUNDA CRISE QUE VIVE O BRASIL, EM ESPECIAL A CLASSE TRABALHADORA [VÍDEO]

DANIEL MAZOLA -

Agora, com o presidente da República interino Michel Temer, a ordem é “valorizar” a negociação coletiva, diga-se flexibilização trabalhista, em que o negociado se sobreponha ao legislado, acabando com os direitos garantidos da CLT (Consolidação das Leis Trabalhistas). Pela gravidade dos acontecimentos e rumos da política nacional, fui ouvir um dos principais dirigentes sindicais do país, RICARDO PATAH, presidente da UNIÃO GERAL DOS TRABALHADORES – UGT e do maior sindicato da América Latina, Comerciários de São Paulo.

Hoje penas a CUT é maior que a UGT, a nova central cresceu rapidamente. Fundada em 19 de julho de 2007 durante o Congresso Nacional de Trabalhadores que se realizou na capital paulista, e reuniu mais de 3.400 delegados, representando 623 entidades sindicais de todo o país e mais de 4 milhões de trabalhadores. Agora, em 2016, está representando mais de 1.300 Sindicatos e Federações e 10 milhões de trabalhadores.

Conversei com o dirigente na manhã da ultima quinta-feira (16), na sede da entidade no bairro da Bela Vista. Graduado em Direito pela Universidade São Judas Tadeu e em Administração pela Pontifícia Universidade Católica (PUC) de São Paulo, Ricardo Patah falou sobre a profunda crise que vive o país: lava-jato, terceirização, impeachment, CPMF, previdência, eleições gerais, presidente interino, causa indígena, informalidade, manifestações de rua, juros altos, pluralismos sindical, precariedade, etc.

Só haverá solução política a partir das Eleições gerais, que na pior das hipóteses vai ocorrer em 2018”, disse o dirigente. Foi uma clara demonstração de um líder sindical possuidor de ampla percepção do momento que vive o sindicalismo e a política nacional.

Somos um órgão de imprensa voltado para a construção de um verdadeiro projeto de Nação, que apoia o movimento social, a luta dos trabalhadores e o sindicalismo. Aqui é o espaço dos republicanos justos e lutadores, onde podemos falar todos a mesma língua, e defender os mesmos princípios, fazendo com que as lideranças sindicais se unam de maneira firme, decidida e definitiva.

A partir de julho nossa trincheira da informação adotará a palavra: sindical. TRIBUNA DA IMPRENSA SINDICAL. Sinal dos tempos, continuaremos com os mesmos colaboradores e conteúdo. Além de homenagear a causa, é uma questão de convicção e lado. A imprensa sempre teve uma posição política desde os primórdios de sua existência, essa conversa de "jornalismo imparcial" é mentira repetida milhões de vezes para enganar os trabalhadores.

Assista agora mais esse ‘QUEM É QUEM NO SINDICALISMO BRASILEIRO’.