8.6.16

NA DELEGACIA DE POLÍCIA CHAMADA BRASIL

MARINO D ICARAHY -

Assistimos hoje a mais um intenso e diversificado capítulo dessa novela sem fim, de natureza hipócrita, policialesca e punitivista, protagonizada e regida por uma plêiade de entes ilegítimos que são, ao mesmo tempo, vítimas e algozes deles mesmos, na medida em que se perseguem de forma autofágica na busca do poder e das vantagens econômicas a qualquer custo.

Esses todos representam, na verdade, quem realmente manda, que é o latifúndio, o capital financeiro e especulativo, o capital burocrático, o monopólio, os oligopólios e o imperialismo.

As construtoras viraram demolidoras e a Petrobrás dá um show de bombardeio para todos os lados.

A forma como as coisas acontecem, tanto no Executivo, como no Legislativo, assim como no Poder Judiciário, no Ministério Público, nos Governos de Estado e Prefeituras, colocam a todos esses entes como ilegítimos, comprometidos, partícipes de um sistema podre com o qual só há um caminho de solução que é uma revolução popular e democrática, de Nova Democracia, capaz de reerguer o Estado Brasileiro, varrendo do sistema político toda classe de oportunistas, fisiologistas, ratos de esgoto, governistas de ocasião, fascistas e também esse sistema político viciado e que de Democrático não tem, nem terá nunca, nada. Tudo isso que hoje vem à tona não é novidade, apenas estava sob um véu, que agora é retirado à luz da era das comunicações e da informática.

Vivemos num Estado de características manifestamente policial e fascista, completamente contaminado em suas entranhas pela corrupção, onde até a delação de criminosos presos passou a ser premiada, com um sistema partidário e eleitoral que fulmina a legitimidade democrática o sistema representativo que vige.

Como sair dessa situação, através desses mesmos entes e personagens econômicos e políticos? É IMPOSSÍVEL!

Só uma revolução pode romper definitivamente com esse estado de coisas, destruindo esse Velho Estado e construindo outro de Nova Democracia, através da aliança operário-camponesa, com o apoio da juventude e da intelectualidade classistas e combativas, dos excluídos, dos setores democráticos, nacionalistas e comprometidos com essa perspectiva revolucionária, da substituição de uma ordem por outra, que represente os verdadeiros anseios e interesses do povo brasileiro.

Só com o povo nas ruas seremos capazes de avançar paulatinamente nessa luta.

A tarefa e sensibilizar as massas para que saiam às ruas e se manifestem contra tudo e contra todos, porque, desse sistema nada, absolutamente, nada se pode esperar.

Eleição é farsa, não muda nada não!

Para os revolucionários, urge cumprir a tarefa da criação de um partido revolucionário, capaz de oferecer ao povo, de todo coração, o caminho consequente da transformação dessa triste realidade com a qual precisamos romper.