28.6.16

PESQUISA VAI AVALIAR RISCOS DO TRABALHO NOTURNO NOS POSTOS DE COMBUSTÍVEIS DO RIO DE JANEIRO

Via SINPOSPETRO-RJ -

Além de solitário, o trabalho do frentista noturno é exaustivo e perigoso. Para avaliar os riscos a que os trabalhadores do turno da noite estão expostos, o SINPOSPETRO-RJ conta, a partir de agora, com uma equipe para visitar os postos de combustíveis do Município do Rio de Janeiro e da Baixada Fluminense. A ideia é fazer um levantamento detalhado sobre as condições de trabalho no horário noturno para criar propostas que amenizem o estresse provocado pela insegurança.

Na pesquisa, que será realizada pela equipe de base noturna, o sindicato vai verificar o número de funcionários por postos, a qualidade do ambiente de trabalho e as áreas com maior risco de assaltos.   A equipe do sindicato também vai orientar os frentistas, vigias e funcionários de lojas de conveniência sobre as leis e normas que qualificam o trabalho noturno.

O trabalho de campo teve início, na última quarta-feira(22), pelos bairros da Zona Sul do Rio. Mais de 20 postos já foram visitados. O sindicato pretende concluir o levantamento dos dados até novembro, para elaborar um relatório sobre o trabalho noturno. O documento servirá de base para as discussões sobre as medidas que devem ser adotadas para melhorar o ambiente laboral.
RENDA

Muitos frentistas optam por trabalhar à noite para aumentar a renda, já que além do adicional de periculosidade, recebem mais 20% de adicional noturno. Esses bravos guerreiros enfrentam o frio e os riscos de vida e de saúde para garantir o sustento da família.

SEGURANÇA

Pesquisa realizada pelo SINPOSPETRO-RJ, em 2015, constatou que a maioria dos assaltos a postos de combustíveis acontece à noite, quando há uma redução no número de funcionários trabalhando.

TRABALHO NOTURNO

De acordo com Organização Mundial de Saúde(OMS), o trabalho noturno é cada vez mais comum nos grandes centros principalmente em postos de combustíveis, lojas de conveniência farmácias e supermercados que funcionam 24h. Estudos comprovam que cerca 20% da população trabalha à noite.

RISCOS À SAÚDE

Segundo dados da OMS, o trabalho noturno, no entanto, pode provocar problemas como: alterações cardíacas e baixa imunidade. Já o estudo feito pela ISMA (International Management Stress Association), chegou a conclusão de que 44% dos trabalhadores noturnos no país, desenvolvem algum distúrbio na visão.

A Associação Nacional de Medicina do Trabalho (ANAMT), também constatou, através de estudos, que as pessoas que trabalham à noite são propensas a doenças de origem gastrintestinal (como azia, má digestão, úlceras gástricas, irritações do cólon e dificuldades em manter a regularidade intestinal).

JORNADA NOTURNA

De acordo com as Consolidações das Leis Trabalhistas(CLT), trabalho noturno é aquele realizado entre as 22h de um dia às 5h do dia seguinte. O departamento Jurídico do sindicato orienta que a hora noturna é de 52 minutos e 30 segundos (e não 60 minutos), por isso, a jornada de 8 horas fica reduzida a 7 horas.

*Estefania de Castro, assessoria de imprensa Sinpospetro-RJ.
Foto da Funcionária Thaís Santos que orienta os trabalhadores.