13.6.16

TEREMOS PARLAMENTARES AINDA MAIS DÉBEIS E FRÁGEIS

CARLOS CHAGAS -


Perguntaram ao saudoso Dr. Ulysses como seria o futuro Congresso e ele respondeu que, com toda certeza, pior do que o atual. O diagnóstico continuará o mesmo, tanto faz a que Congresso se dirija a indagação. Sem uma ampla reforma política, nada acontecerá, começando pela adoção da cláusula de barreira, quer dizer, não dá para seguir adiante com 35 partidos. Em 2018 serão realizadas eleições para presidente da República, governador, deputado federal, estadual e senador.  Para o próximo outubro está prevista rodada municipal, com a escolha de prefeitos e vereadores.

Mantidas as regras de hoje, basta multiplicar para se ter o número de candidatos em todo o país.  Uma confusão dos diabos, isso se não tiver aumentado o número de partidos. De vez em quando registram-se sugestões para a reforma política, que duram muito pouco. Todo esse óbvio preâmbulo se faz por conta da conclusão de que com o novo Congresso só pode ficar pior.

Partindo dessa premissa, imagine-se para daqui a dois anos e quatro meses a eleição de parlamentares ainda mais débeis e frágeis, incapazes de promover qualquer tipo de aprimoramento institucional.

Realizava-se em pleno continente africano monumental congresso de caçadores das mais perigosas feras do planeta. Em plena selva, eles entravam pela madrugada a dentro, cada  qual contando suas mais perigosas façanhas.  Destacou-se um, mais aplaudido de todos, que relatou estar um dia atacado por três leões e apenas uma bala no fuzil.  Esperou que ficassem um atrás do outro e disparou, abatendo-os de uma só vez. Os colegas levantaram-se para aplaudir  o que seria o maior caçador do mundo. O gaguinho puxou o coro, gritando “Hip…! Hip…! Hip…!” ao que os demais completaram, entusiasmados: “Hurra! Hurra! Hurra!”

(Aí veio um hipopótamo e comeu todo mundo…) Essa historinha se conta a propósito do prêmio dado a Eduardo Cunha…