17.7.16

EXPOSIÇÃO FOTOGRÁFICA PROCURA MOSTRAR OS CONTRASTES DA "MAIOR FAVELA DA AMÉRICA DO SUL"

ALCYR CAVALCANTI -

"A Rocinha parece um vulcão adormecido, mas que pode explodir a qualquer momento". (Tio Lino, morador)


A Favela da Rocinha considerada bairro por decreto municipal fica situada entre dois bairros nobres, Gávea e São Conrado e não tem limites definidos com os dois. Cortada por uma única rua, a Estrada da Gávea tem uma população estimada entre 100 mil e 180 mil habitantes, conforme o interesse do pesquisador, distribuída entre seus 18 sub bairros com moradores de poder aquisitivo muito variado. Podemos encontrar desde uma "elite" de empresários a catadores de lixo, pessoas que pedem esmolas ou sobrevivem de favores totalmente despossuídos, de academias de ginástica e de beleza a pontos de venda de drogas a varejo e de apontadores de jogo do bicho, que insistem a continuar com esse tipo de mercadorias.

A exposição fotográfica tem imagens desde 1987 no enterro da líder comunitária Maria Helena, passa pela "guerra" entre o jogo do bicho e o narcotráfico, o nascimento de uma escola de samba como uma forma de resolução de conflitos, as inúmeras invasões tanto por parte das forças policiais quanto das forças armadas, o Caso Amarildo e as obras do Programa de Aceleração do Crescimento-PAC. Dentro de uma localidade urbana extremamente complexa sobrevivem as pessoas na convivência diuturna com inúmeros bandidos e como contraponto com milhares de heróis sem rosto que acreditam que melhores dias hão de vir, apesar das falsas promessas de políticos que aparecem somente em épocas de eleição. Parte do material exposto foi apresentado em 2011 na França no Seminário Mundial sobre Habitações Populares "Populaire Précaire" na École Nationale Supérieure d"Archicteture de Paris la Villette.

Serviço

Rocinha: Paraíso Tropical ou Inferno Astral?

Abertura 21/07/2016 às 18h.

Visitação de 22/07 a 08/10/2016 de 10h às 18h.
Sábado de 13h às 17h

Entrada Franca