1.7.16

NOVAS ELEIÇÕES, SUGESTÃO ABANDONADA

CARLOS CHAGAS -


Do ponto de vista politico, Dilma Rousseff já perdeu. Pelo número de  senadores que votaram e votarão contra ela, no final de agosto, não há saída. Mais de 54 apoiarão Michel Temer.

O problema, porém, pode mudar de figura quando se analisa o julgamento de Madame à luz da ciência do Direito. Como enquadrá-la juridicamente? Não cometeu crime algum capaz de levá-la a perder o mandato, por mais que o senador Antônio Anastasia, relator, tenha sido brilhante em sua exposição.

Como o processo de impeachment é tanto jurídico quanto político, tudo indica que hoje a presidente afastada não escaparia.

Mesmo assim… Mesmo assim, certeza não há. Por um voto que seja, no Senado, Dilma deixará de perder definitivamente o mandato, retornando à presidência da República.

Trata-se de uma decisão ainda inconclusa. Michel Temer, presidente interino, reuniu número suficiente permanecer no palácio do Planalto, mas até o dia da votação, as coisas podem mudar. Existem senadores ainda indecisos, bem como outros em silencio. Temer favorece seus partidários, liberando verbas e favores como não faria e não fará depois de vitorioso. Enquanto isso o país transita em frangalhos, com tudo dando errado.

Parece abandonada a proposta da realização de novas eleições presidenciais e até gerais logo depois de concluído o impeachment. O Congresso não concordaria.