19.7.16

RENAN QUER DESFAZER A DELAÇÃO PREMIADA. MEDO DA REPERCUSSÃO? A PROXIMA DELAÇÃO PODE SER DO EX-PRESIDENTE LULA. AGUARDEM!

ROBERTO MONTEIRO PINHO -


O pronunciamento do presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL) divulgado pela TV Senado na sexta-feira (15), reivindica que, sob determinadas circunstâncias, uma colaboração premiada deveria ser "desfeita" caso não fique comprovada as acusações feitas pelo delator.

É fácil entender a intenção do senador, que é uma matriz que reúne dos muitos argumentos para livrar o acusado, de possível, falso testemunho, o mais comum, para o leigo, o que vem a ser a transação, delação/atenuação da pena ao principal acusado. Este sim deve e precisa ter tratamento mais rigoroso, e só gozar do benefício após comprovação da sua acusação.

E sem dúvida a medida necessária, para evitar a banalização de falsas informações, que só causam impacto midiático e fazem com que as autoridades tenham enorme tempo despendido na concretização dos fatos.

Diante do tsunami de irregularidades, cujos protagonistas são atores de ponta da política nacional, empresários e notáveis, e até mesmo os até então invisíveis no processo, mas que acabam sendo revelados como autênticos envolvidos, é fácil para os jornalistas e repórteres descobrirem a existência de personagens neste mar de corrupção.

Suspeito, por menor que seja o indício, a imprensa ávida por informar, monta seu exército de repórteres, que estão acompanhando os suspeitos e assim por conseqüência avançando na informação, mesmo antes desta chegar aos anais dos inquéritos. As fontes da policia, não são tão ágeis a ponto de superar as fontes intimas de renomados e destacados homens da mídia política.

Diria que não concordo totalmente com a proposta do senador Renan, no entanto deve ser vista sob o ângulo da intenção, do ator.

Ademais Renan está sendo citado nas delações, e isso desmancha em parte sua proposta, eis que se manifesta com ensejo de desqualificar seus acusadores. Ou seja, praticamente em causa própria.

Trocando informações com influente jurista da área criminal, ele concordou que a minha preocupação se faz útil, e qualificou a mesma de auspiciosa para o momento político que estamos atravessando. Na verdade estamos diante da possibilidade, de ver um desmanche do instituto da delação, quiçá, com respingo na “transação” utilizada nos processo criminal.

A próxima delação, segundo rumores pode ser do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Rumores de Brasília, cogitam os mais curiosos lances na sequencia do último passo do impeachment.

Não presto reverência a este processo republicano - colonial - capitalista. Comprovadamente as várias tentativas de eleger presidentes, vêm seguidas de frustração.

Esperamos que o Brasil se renove, em sua essência democrática. Depure essa malta que se formou nos tribunais, no legislativo e por conseqüência no executivo.