10.8.16

ADIVINHAÇÃO

MIRANDA SÁ -

“Acertar o futuro não é adivinhação, é saber estudar o passado” (RQCavalcante)


É inato às pessoas humanas a preocupação e curiosidade com o futuro, o que multiplica nas editoras e livrarias títulos sobre a “futurologia”. Os livros vão do milenar I Ching às projeções do psicanalista Gustav Jung.

Desde a mais longínqua antiguidade, o desejo de conhecer o imprevisível faz proliferar adivinhos, astrólogos, oráculos, pais-de-santo, pitonisas e videntes que prometem fazê-lo por meio de práticas estranhas.

Baralho cigano, búzios, folhas de chá, traços na areia, vísceras de animais sacrificados, voo de pássaros, enfim, centenas de meios naturais (e sobrenaturais) são usados para projetar fatos porvir, o destino, a sorte, acontecimentos econômicos, sociais e políticos, sejam por participação pessoal ou coletivo.

As consultas exigem disposição em perguntar a si mesmo, e muitas vezes o que se quer saber já é presumido pelos sentidos, sem que isto seja explicado. A ciência afirma que há sentidos cerebrais ainda desconhecidos ou inexplorados, e os espíritas explicam tal percepção através da mediunidade.

Fala-se muito em “sexto sentido” que reside na imaginação popular, e, é verdade que há pessoas que são mais sensíveis que a maioria, mas essa “sensibilidade” não funciona quando se trata de descobrir os números que premiarão a loteria…

Se depende de nós imaginar o que está por vir temos que agir com inteligência, procurando conhecer a realidade através de fatos concretos. É o que ocorre agora no Brasil com este salto no escuro para o futuro. Sabemos que o reinado da corrupção está chegando ao fim, mas há sempre barreiras que parecem insignificantes, entretanto podem criar desvios no que fazemos ideia.

Sabemos, por exemplo que no julgamento do impeachment que ocorre no Senado, a derrota de Dilma é praticamente inevitável; todavia quem preside o processo é o presidente do STF, Ricardo Levandowski, imprevisível pelas íntimas ligações com Lula e o PT.

E o STF é uma instância de que podemos duvidar a isenção. O aparelhamento dos tribunais superiores é inegável. É do conhecimento geral que como Levandowski há outros ministros comprometidos com o sistema bolivariano. Houve até um ministro do STJ escolhido a dedo para intervir na Lava Jato.

Dessa maneira, pelo envolvimento de juízes togados não dá para adivinhar o que sairá de suas cabeças. Resta-nos acreditar na pressão dos promotores e juízes federais e, principalmente da força do povo.

Por uma questão lógica não se pode desprezar o trabalho investigativo realizado pela Polícia Federal e o Ministério Público, denunciando centenas de corruptos envolvidos nos escândalos da Petrobras, Eletrobrás, Correios e fundos de pensão.

Não será uma loteria o que os brasileiros e brasileiras esperam, consultando a si mesmo que destino terão os assaltantes do patrimônio nacional. Ou o Brasil desperta para a conjuntura trágica que atravessa ou afundará na lama da corrupção promovida pelo lulo-petismo.

O que nos impõe a situação é desprezar o charlatanismo e os artifícios e não procurar decifrar o futuro baseado no frágil aparelhamento do STF ou nas maquinações do corrupto Renan Calheiros, mas investir na força do povo.

Não é preciso adivinhar: O PT não passa de uma sucata, o quadrilheiro Lula não tem para onde correr, e Dilma é o retrato do fracasso; cabe-nos, portanto, não pensar em adivinhação, mas no enterro dos malefícios criminosos deles…  Voltemos, pois, às ruas exigindo uma justiça boa e perfeita.