10.8.16

LAVA JATO PODE SAIR DO CENÁRIO E SEUS PERSONAGENS, TODOS ANISTIADOS. LULA PODE FUNDAR NOVO PARTIDO

ROBERTO MONTEIRO PINHO -

Tenho de fonte próxima, muito próxima do cume da política brasileira, de que o governo, inclusive com apoio da esquerda (leia-se grupo lulopetista), onde estão Lula, Aécio, Serra, Alckmin, Temer e Cia, todos investigados, processados ou citados em delações – particularmente da OAS e da Odebrecht – e com interesse direto em disputar as eleições de 2018, manobram com toda intensidade no epicentro da Lava Jato.

E por essa razão, surge ai a lei de anistia geral. E a pacata e acomodada comunidade vai acompanhar pelo retrovisor. É a Lava Jato ensaboada e despachada?

A operação Lava Jato se destaca como uma das maiores do mundo no combate a corrupção e a maior do Brasil.

A operação Lava Jato começou em março 14, e os dados da Procuradoria Geral da República (até o início de julho/16), indicam que foram firmados 61 acordos de colaboração premiada com pessoas físicas, 5 acordos de leniência com empresas e um Termo de Ajustamento de Conduta (TAC) com uma instituição financeira.

Já foram instaurados 1.291 procedimentos em 32 fases até o momento, sendo 643 buscas e apreensões, 175 mandados de condução coercitiva, 74 prisões preventivas e 91 prisões temporárias. Já foram iniciados 44 processos criminais, contra 216 pessoas, pelos crimes de corrupção (ativa e passiva), organização criminosa e lavagem de dinheiro, dentre outros.

As propinas apuradas já chegaram a R$ 6,4 bilhões. Já se conseguiu bloquear R$ 2,4 bilhões em bens de réus e recuperar, por meio de acordos de colaboração premiada e de leniência, R$ 2,9 bilhões.

A Itália que já passou por processo semelhante ocupa a 61ª posição no ranking de percepção da corrupção da Transparência Internacional (enquanto o Brasil está no 76º lugar). São dois países muito corruptos. Sistemicamente corruptos. Em ambos eclodiram as duas maiores operações policiais/judiciais contra a corrupção das elites dominantes e governantes.

Mas os números revelam (por ora) que a operação brasileira está perdendo longe. A operação Mãos Limpas na Itália (1992-1994) surgiu num momento de grande fraqueza da classe política e dos partidos (que se dividiam em democráticos e comunistas). Hoje a Itália é a 61ª no ranking de percepção da corrupção da Transparência Internacional (enquanto o Brasil ocupa está no 76º lugar).

Para Rousseau, “Aqueles que quiserem tratar separadamente a política e a moral jamais entenderão nada de nenhuma das duas”. Contrapondo, Maquiavel não concorda com a advertência: a preservação do poder está acima da ética.

Eu particularmente pouco espero de um parlamento onde 37 partidos flutuam ao sabor da “beija mão”. São na maioria legendas de aluguel, possuem “donos”, que administram a agremiação, a partir do seu colete.

A presidente Dilma afastada do poder, olvidou seu criador Lula e se afoga na incompetência, e inabilidade política, (o que se diga, nunca foi intima). Na verdade hoje Dilma e PT são como “água e vinho”, não mais se misturam.

Nos cartazes do Fora Temer todos iguais,   boquinhas padronizados, tudo por conta da CUT que pilota o movimento. Seguram os cartazes servidores associados ao PT, PC e PC do B. Um pequeno grupo é do PSOL, que gira pior que “biruta de aeroporto”, é uma esquerda tão desnivelada e desnorteada, que nem consigo entender.

Existe uma expectativa, de que o Partido dos Trabalhadores, será massacrado nas urnas de norte a sul do país. Com isso, a partir de outubro perderá sua base eleitoral, e o desdobramento será maior em 2018.

Comenta-se veladamente que Lula estaria articulando a criação de uma nova legenda, ou irá aderir a outra, levando com ele, o pouco que restar do PT. Seria outra corrente mesclada com a CUT e fundadores do PT e querem Lula numa outra sigla, apenas acrescentando no PT mais uma letra, seria um PT dissidente da corrente que impôs Dilma Rousseff.