22.8.16

“NÃO-SABIISMO”

MIRANDA SÁ -

“Nada no mundo é mais perigoso que a ignorância sincera e a estupidez consciente” (MARTIN  LUTHER KING)


A matreirice de Lula da Silva criou uma doutrina: o “não-sabiismo”. Como uma onda, lavou os neurônios dos seus comparsas, levando consigo a ética, honestidade e a moral, deixando um rescaldo de cínica malandragem pouco inteligente.

Por que será que o espectro ideológico da esquerda populista nativa é inerente a incorporar, o cinismo à sua ideologia? Deixando a falsa filosofia de Marilena Chaui, o último e desmoralizado exemplo do “não-sabiismo” é do escritor Fernando Morais.

Para manter a sua cafetinagem da “esquerda bolivariana”, Morais quis hostilizar a independência lúcida do senador Cristovam Buarque devolvendo uma comenda recebida do governo do Distrito Federal, dada por Cristovam. E ficou só na provocação, pois “não sabia” que junto com a medalha deveria devolver também o prêmio em dinheiro que recebeu…

Deve sentir-se orgulhoso em imitar o chefe Lula que “não sabia” dos roubos na Petrobras, do Mensalão, do Petrolão, da Odebrecht, da OAS do “tríplex” do Guarujá ou do Sítio Santa Bárbara. Diz agora que “não sabia” das maracutaias de Rose Noronha, sua amiga íntima.

A honestíssima gerentona Dilma Rousseff, criada por Lula, e vendida ao povo como especialista em eletricidade e petróleo, “não sabia” da Eletrobrás, de Belo Monte, de Pasadena. Os dois, aliás, como escreveu um articulista, jogam um tênis de mesa olímpico baseado no “não sabia”.

Lula “não sabia” que fez o amigo Bumlai de trouxa; Dilma “não sabia” da sabidona Erenice; Lula “não sabia” do João Santana, Dilma “não sabia” do Paulo Bernardo, Lula “não sabia” do Palocci, Dilma “não sabia” do Edinho…

Não sei se os dois perdem ou ganham nesse jogo infame. Sob o cutelo da olímpica Lava Jato – processo de faxina a corruptos, elogiado e invejado em todo mundo, inclusive nos Estados Unidos – esses atletas do absurdo deveriam ser condenados pelos seus partidários, pelo menos criticados por eles.

Que nada. O descrédito deles não alcança o fanatismo. Deveria ter ocorrido na época em que Joaquim Barbosa julgava o Mensalão, que se tornou uma arrasadora desmoralização do Partido dos Trabalhadores, com seus dirigentes condenados e presos.

Nas redes sociais corre um trocadilho substituindo a palavra militantes por militontos, sem dúvida uma alusão aos apoiadores do nãosabiismo. Os militontos fazem a defesa da bandidagem a ponto de nomeá-los “heróis”, com a facilidade com que os Castro em Cuba e os chavistas na Venezuela admitem o culto da personalidade stalinista.

Entre nós brasileiros, essa embriaguez de ‘non sense’, para não dizer de cretinismo, se acolhe no lençol da desmoralização de Lula, de Dilma e do Partido dos Trabalhadores. Lênin escreveu que “a religião é o ópio do povo”; e nós perguntamos, qual é a droga que intoxica os lulo-petistas?

Estamos assistindo no Brasil o avesso do avesso na esquerda capenga: o seu socialismo se resume na distribuição de esmolas para a pobreza, apoio a ditadores africanos e latino-americanos, enriquecimento espúrio da hierarquia do PT e o desprezo pela nacionalidade.

Descoberta a roubalheira desenfreada em todos os setores do PT-governo, o lulo-petismo está baratinado, sem argumentos para defender o indefensável: os crimes cometidos por Lula como chefão da organização criminosa e o impeachment de Dilma, exigido por 83% dos brasileiros.

Com raras e honrosas exceções, a autodenominada “esquerda” escolheu a corrupção, em nome de um vago socialismo das mamatas para as lideranças, e avassaladora propaganda mentirosa para iludir incautos.

Os mamadores, sem assumir a desonestidade do PT fazem a agitação em defesa dos próprios privilégios; mas os patriotas de todos, ou sem partido, estão vigilantes exigindo o impeachment de Dilma e a prisão de Lula.