19.8.16

O BRASIL GANHOU UMA NOVA HEROÍNA NESTAS OLIMPÍADAS: CRIS DIAS, A JORNALISTA QUE NOCAUTEOU WILLIAM WAACK NO AR; GLOBO, MORO, FOLHA: QUEM VAI INDENIZAR LULA POR TANTA INFÂMIA NO CASO DO APARTAMENTO DO GUARUJÁ?

Por PAULO NOGUEIRA - Via DCM -

O Brasil ganhou uma nova, e absolutamente improvável, heroína nestas Olimpíadas.

As redes sociais a estão louvando delirantemente nesta quinta.

Trata-se de Cris Dias. Seu feito foi nocautear ao vivo, no Jornal da Globo, William Waack.

O vídeo viralizou.

Ferina e espirituosa, ela notou que Waack não lhe dera boa noite porque ‘não tivera tempo’ para isso. Depois, ao começar a falar sobre vôlei, diante de uma interrupção de Waack, ela cortou, seca: “Quer continuar?”

Desconcertado, o rosto com a expressão de quem pensa ‘não contava com essa’, ele disse não. “Segue você.” Aqui, você pode ver a cena.

A euforia nas redes sociais se explica sobretudo na antipatia que Waack desperta em grande parte do público.

Ele transmite a imagem de um sabe tudo, um sujeito arrogante e desagradável.

Fora isso, num público mais politizado, ele é detestado. É visto como um dos precursores do jornalismo de guerra movido pela Globo contra Lula, Dilma e o PT.

É um dos nomes mais destacados da tropa de choque dos Marinhos, ao lado de jornalistas como Merval Pereira, Míriam Leitão, William Bonner e Ali Kamel.

Dizem que sentar ao lado de Waack no Jornal da Globo é uma das experiências mais atrozes que alguém pode ter.

Cris está há pouco tempo naquela cadeira, e parece ter sido vítima do que o francês Rochefoucald chamou de “triunfo da esperança sobre a experiência”. Numa entrevista à Veja, pouco tempo depois da estreia no Jornal da Globo, ela disse que estava aprendendo muito com Waack, um cara “divertido” nos bastidores, um “querido”.

Pela reação desta quarta, a alegria parece ter durado pouco. Muito pouco.

Nas redes sociais, alguns poucos defensores de Waack lembraram que Cris é uma mulher explosiva. Isso porque ela virou notícia policial, alguns anos atrás, ao atacar o ex-marido, um ator, no curso da separação. Ele deu queixa na Justiça contra ela.

Mas essa lembrança feita por alguns virou nada diante dos aplausos de pé nas redes sociais a Cris Dias.

Se as pessoas tivessem o poder de premiar alguém nas Olimpíadas, dariam uma medalha de ouro a ela.

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Globo, Moro, Folha: quem vai indenizar Lula por tanta infâmia no caso do apartamento do Guarujá? 

Globo, Moro, Veja, Folha, Estadão.

Moro, Lava Jato.

Quem vai indenizar Lula pela tortura imposta a ele no caso do apartamento do Guarujá?

Quanto?

Tem preço?

Tanta difamação, tanta perseguição, tanta informação falsa — para afinal a PF concluir que o apartamento não é de Lula?

É um caso icônico dentro do golpe.

Antes, e acima de tudo: o fim da história deveria ter sido o prólogo. Antes de massacrar Lula e família, antes de vazar maldades para manchetes canalhas, a PF tinha que investigar direito o caso.

Quantos recursos teriam sido poupados, para falar em dinheiro público?

Num mundo menos imperfeito, até os leitores seriam indenizados por terem sido tão manipulados e malinformados.

Mas este nosso mundo moldado por uma plutocracia abjeta é muito, muito imperfeito.

Nesta história, a medalha de ouro vai para a Globo. Foi o Globo que começou a campanha. Lembro a primeira vez que li uma “reportagem” no Globo.

Deus, transeuntes eram citados. “Vi Lula um dia aqui”, coisas do gênero. As evidências eram patéticas.

E em meio a esse descalabro jornalístico, capas de revistas, manchetes de jornais, minutos intermináveis no Jornal Nacional, aulas de moral por comentaristas em todas as mídias.

A isso se dá o nome de jornalismo de guerra.

O fim da farsa mostra também quanto Lula acertou em recorrer à ONU. É caça. Vale tudo contra ele, sob os olhares complacentes, ou até cúmplices, dos magistrados do STF.

Um pedido de desculpas é o mínimo que Globo, Moro, Folha etc deveriam fazer.

Mas isso não acontecerá. A imprensa vai esconder em espaços nanicos a notícia. Vai fingir que nada ocorreu. Que tudo foi rotineiro, banal, dentro das regras elementares do jornalismo. Os fatos é que erraram, para usar a grande expressão de Nelson Rodrigues.

E assim vai se encerrar um capítulo exemplar da infame campanha movida pela mídia e por Moro contra Lula.