24.10.16

ASSEMBLEIA APROVA NÚCLEO SINDICAL DE COMBATE À VIOLÊNCIA CONTRA A MULHER DO SINPOSPETRO CAMPINAS/SP

Via FENEPOSPETRO -


A luta em  combate à Violência contra a Mulher ganhou importante reforço. Em Assembleia realizada na última sexta-feira (21), o Sindicato dos Trabalhadores em Postos de Combustíveis e Lojas de Conveniência de Campinas (Sinpospetro), aprovou a proposta que estava em discussão: a criação de um departamento específico para tratar do tema. O “Núcleo Sindical de apoio à Mulher Vítima da Violência e à Igualdade de Gênero”, setor que  funcionará dentro do Sinpospetro, surge em resposta ao  número  crescente  de trabalhadoras mulheres que buscam no sindicato  orientação sobre como agir diante de  casos de violência psicológica, física e moral, no trabalho e no ambiente doméstico. Francisco Soares de Soares de Souza, presidente da entidade que  reúne quase duas mil representantes do gênero feminino, entre os cinco mil trabalhadores do contingente que  congrega em Campinas e Região, explicou: “Lidar com violência não é algo fácil e rápido –e exige pessoas especializadas -”.

Ao abrir a Assembleia, Raimundo Nonato de Souza, vice-presidente do Sinpospetro-Campinas, afirmou que os resultados que advirão do  projeto que ali se originava, terão, certamente, importante impacto social. Falaram ainda sobre ideias de parceiras, os profissionais - colaboradores presentes: Paula Garcia, fundadora da ONG Divina Misericórdia, há 20 anos em Campinas, alertou  para a necessidade de um efetivo  pronto - atendimento  às mulheres que através do projeto buscarem ajuda: É no aspecto  onde mais  falha o Poder Público” criticou. Especialista em Odontologia Estética, a  Dra. Vânia Boscolo  enalteceu  o fato de a iniciativa contemplar, em sua grade de atendimento,  tratamento odontológico: “A marca da violência está quase sempre na boca dessas mulheres” pontuou. Presentes também, os integrantes da equipe jurídica do sindicato, o  advogado Dr. Marcelo Dutra Bley e a Bacharel em Direito, Cleo Faria, destacaram o caráter social da proposta do sindicato. Cleo Faria salientou ainda  que a iniciativa protegerá a trabalhadoras da  categoria dos obstáculos encontrados pela maioria das mulheres que busca,  nas delegacias específicas, registrar boletins de ocorrência. Geanete Franklin, que há 10 anos desenvolve, junto à ONG´s, trabalho de recolocação profissional e de restauração emocional de mulheres com câncer de mama, destacou, na  capacidade  de atuação dos   membros , a força   vital capaz de agir e  intervir de maneira eficaz  no problema da violência de gênero.

Violência Doméstica

A Central de Atendimento à Mulher – Ligue 180 realizou 749.024 atendimentos em 2015 – uma média de 62.418 por mês e 2.052 por dia -, número 54,40% maior do que o registrado em 2014 (485.105). O problema está presente em todas as classes sociais segundo o levantamento, realizado pelo Data Popular e Instituto Patrícia. De acordo com a pesquisa, 54% dos brasileiros conhecem uma mulher vítima de agressões por um parceiro e 56% conhecem um homem agressor;  70% das mulheres acreditam que as brasileiras sofrem mais com a violência doméstica do que em espaços públicos. Metades das entrevistadas avaliam também que as mulheres se sentem mais inseguras dentro do próprio lar.

*Assessoria de Imprensa Fenepospetro- Leila de Oliveira.
**Fonte pesquisa: Instituto Patrícia Galvão.