27.10.16

CRIVELLA É A ONDA DO ESTADO DE EXCEÇÃO

ANDRÉ BARROS -

Em meio a tantos retrocessos, como Feliciano, Cunha, PEC 241, impeachment, a cereja do bolo seria a eleição do candidato Crivella para a prefeitura do Rio de Janeiro. Seja qual for sua posição política, uma coisa é certa: os direitos individuais estão certamente ameaçados.


O mundo vive uma onda fascista e isso não é novidade para ninguém. No Brasil, não sabemos direito quando começou, mas um marco do avanço escancarado dessa posição foi a eleição de Marco Feliciano para presidente da Comissão de Direitos Humanos da Câmara dos Deputados em 2013. Antes relativamente escondidos, os intolerantes fundamentalistas passaram a vomitar todos seus preconceitos e discriminações.

Em 2015, Eduardo Cunha foi eleito presidente da Câmara dos Deputados. Fundamentalista intolerante também, recebeu, de Feliciano, um dos pouquíssimos votos por sua absolvição. Trouxeram toda uma pauta ainda mais retrógrada contra o aborto e ressuscitaram o pensamento nazista da “doença do homossexualismo”.

Foi em meio a esse movimento que veio o golpe de 2016, com o assalto ao Palácio do Planalto pela mesma elite Tucana que havia entregado, nos anos 90, sem o menor pudor, as riquezas do país, sob a égide do neoliberalismo. Ela agora quer nos enganar que defende a Petrobrás. Fizeram a Lei de Responsabilidade Fiscal em 2000 e agora trazem a nova lei de austeridade fiscal, a PEC 241. Ambas deveriam ser as leis dos banqueiros assaltantes. Enquanto a taxa Selic é de 14,00 %, os banco cobram de seus “clientes” quase 500,00% no cartão de crédito e 300,00% no cheque especial. Querem congelar os investimentos em saúde e educação por 20 anos para contemplar os banqueiros com os juros da dívida interna. Antes era a dívida externa, agora é a interna. Todos sabem que o spread bancário brasileiro é um dos maiores do planeta, mas ninguém toca nos bilhões dos banqueiros, verdadeiros assaltantes da nação. Os lucros são estratosféricos num país onde crianças brincam nuas em valas sujas entre porcos e ratos: esse é o capitalismo periférico.

Nesse roda, entra a Escola Sem Partido, projeto de lei nº 867-2015, que objetiva reprimir professores e alunos dentro dos colégios. Se um professor, segundo a proposta, falar de socialismo ou de manifestação política dentro de sala de aula poderá sofrer uma denúncia anônima, que será encaminhada à Secretaria de Educação. Esta deverá informar o Ministério Público da Infância e da Adolescência, que oferecerá a denúncia formal contra o docente ou discente. Similar projeto é o PL 7663 de Osmar Terra, Ministro de Desenvolvimento Social e Agrário, que pretende criar um Serviço Nacional de Informação de Drogas, onde o professor terá que dedurar o aluno com olhos vermelhos, por exemplo.

A coroação de toda essa onda de Estado de Exceção, que vem crescendo dentro da Democracia, é a eleição de um Prefeito como Crivella. Um intolerante religioso que carrega todas as formas de preconceito e discriminação. Nesta eleição, não dá para se abster, nem ficar em casa. Dispor de poucos segundos para votar, a fim de impedir uma desgraça de 4 anos, não custa nada para o nosso Rio de Janeiro. É comício no Arcos da Lapa hoje e, domingo, é Freixo 50 Prefeito!

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